Dia de luta

Diga-se de novo: Não há o que comemorar. Oito de março é dia de luta

Não é à toa que as mulheres engajadas na luta feminista não querem saber de flores. A cada hora, centenas de mulheres sofreram algum tipo de agressão. Respeito é bom e todo mundo gosta.
Lesão corporal dolosa é a agressão que coloca em risco a vida da vítima, e registros deste tipo aumentaram no ano passado. É o que aponta o relatório do 16º Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Chamadas ao 190 também constam no estudo, que consolida dados do setor de segurança pública no Brasil em 2021. A pesquisa utiliza fontes oficiais dos órgãos públicos responsáveis.
A sensação de insegurança vivenciada pelas mulheres brasileiras deriva não apenas da vivência individual das que afirmaram conhecer a violência de experiência própria. Não custa lembrar que pesquisa recente, realizada pelo mesmo instituto Datafolha, apurou que para a maioria dos brasileiros o comportamento da mulher é a principal motivação do crime de violência sexual. Ao invés de penalizar o agressor, a sociedade coloca a culpa na vítima.
Tapas e pontapés. Assédio, abuso e estupro. Embora a maior parte dos casos de violência não chegue à flor dos números, os episódios registrados em queixa crime bastam para impressionar os desavisados. Em Sergipe, por exemplo, foram registradas centenas de denúncias de violência sexual somente nos primeiros meses do ano corrente. Nesse contexto, os enquadrados na Lei Maria da Penha são pinto. Diga-se de novo: Não há o que comemorar. Oito de março é dia de luta.

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