Dinheiro grande

As Americanas entraram ontem com pedido de recuperação judicial para evitar a quebra da empresa após a revelação de um rombo bilionário em seus balanços financeiros. Em que pese o escândalo, obra e graça de gente acostumada a movimentar dinheiro grande, há justa preocupação com a preservação de milhares de empregos.
A Lei de Recuperação de Empresas e Falências foi criada em 2005. Ela leva em conta a função social da empresa e visa a continuidade dos negócios e preservação de empregos.
Ao recorrer à Justiça, a companhia consegue blindar seu caixa da cobrança dos credores por um período de 180 dias (que podem ser prorrogados pelo juiz da recuperação). Nesta etapa, a empresa deve iniciar negociação com os credores para formular um plano de recuperação, que precisa ser aprovado em assembleia pelos credores.
O destino das Lojas Americanas está agora pendente de uma resolução jurídica. Espera-se que, mesmo cega, a senhora de olhos vendados considere os números do mercado de trabalho, demonstrando assim alguma sensibilidade social.
Segundo o IBGE, havia 9,5 milhões de brasileiros desempregados no terceiro trimestre do ano passado. São mais de nove milhões de razões a considerar em uma sentença.

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