Disparos a esmo

 

Os indicadores econômicos e sociais de Sergipe não 
melhoraram. O desemprego segue nas alturas, a 
economia empacada. Apesar disso, os crimes violentos já não preocupam tanto, como há alguns anos, quando o estado figurou entre os mais violentos do País. A polícia foi chamada a mostrar serviço e demonstra disposição para a tarefa. Lamentavelmente, contudo, resolveu o problema na bala.
O índice de letalidade policial é alto. As mortes em confronto com a polícia aumentaram em mais de 60%, muito acima da média brasileira.
Cresceu 19,6% no número de mortes provocadas pela intervenção policial no Brasil entre 2017 e 2018. Em Sergipe, verificou-se um aumento de 60,7%, colocando o estado na 5ª posição em letalidade policial, atrás apenas de Roraima (183,3%), Tocantins (99,4%), Mato Grosso (74%) e Pará (72,9). 
Os dados são do 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que se baseou em informações fornecidas pelas próprias secretarias de segurança pública estaduais. Segundo o levantamento, em 2017 ocorreram em Sergipe 90 mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora dele, número que saltou para 144 no ano seguinte.
Convém mencionar que a atuação policial está em pauta, por força do pacote anti-crime proposto pelo ministro Sérgio Moro. Os objetivos declarados pelo Governo Federal soam como música aos ouvidos de qualquer um. De fato, a criminalidade tem um poder de fogo assustador. Ninguém em sã consciência é capaz de argumentar em favor da impunidade. O espírito das Leis reunidas no bojo do projeto, entretanto, é o mesmo de todo faroeste. Não é à toa que, no Brasil, a polícia atira e mata a esmo. Em Sergipe não é diferente.

Os indicadores econômicos e sociais de Sergipe não  melhoraram. O desemprego segue nas alturas, a  economia empacada. Apesar disso, os crimes violentos já não preocupam tanto, como há alguns anos, quando o estado figurou entre os mais violentos do País. A polícia foi chamada a mostrar serviço e demonstra disposição para a tarefa. Lamentavelmente, contudo, resolveu o problema na bala.
O índice de letalidade policial é alto. As mortes em confronto com a polícia aumentaram em mais de 60%, muito acima da média brasileira.
Cresceu 19,6% no número de mortes provocadas pela intervenção policial no Brasil entre 2017 e 2018. Em Sergipe, verificou-se um aumento de 60,7%, colocando o estado na 5ª posição em letalidade policial, atrás apenas de Roraima (183,3%), Tocantins (99,4%), Mato Grosso (74%) e Pará (72,9). 
Os dados são do 13º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que se baseou em informações fornecidas pelas próprias secretarias de segurança pública estaduais. Segundo o levantamento, em 2017 ocorreram em Sergipe 90 mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora dele, número que saltou para 144 no ano seguinte.
Convém mencionar que a atuação policial está em pauta, por força do pacote anti-crime proposto pelo ministro Sérgio Moro. Os objetivos declarados pelo Governo Federal soam como música aos ouvidos de qualquer um. De fato, a criminalidade tem um poder de fogo assustador. Ninguém em sã consciência é capaz de argumentar em favor da impunidade. O espírito das Leis reunidas no bojo do projeto, entretanto, é o mesmo de todo faroeste. Não é à toa que, no Brasil, a polícia atira e mata a esmo. Em Sergipe não é diferente.

 

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