Dois falsos médicos são presos em Monte Alegre

Os baianos Matias Carlos de Jesus, 21 anos, e José Cesário Silva Neto, 54, foram presos ontem de manhã em Monte Alegre de Sergipe (Sertão) por soldados do Pelotão de Policiamento em Área de Caatinga (Pepac). Eles são acusados de exercício ilegal da medicina e, segundo a PM, foram flagrados fazendo consultas por vários bairros e povoados do município. Eles foram investigados durante toda a semana por policiais do núcleo de inteligência, após serem denunciados por moradores de povoados da região.

De acordo com o capitão Manoel Oliveira, comandante do Pepac, um dos pacientes lesados pela dupla foi um senhor de 84 anos, morador do povoado Jurema, o qual relatou que eles visitaram à sua casa, prescreveram remédios e até tiraram o sangue dele, com a promessa de fazer um exame na capital. Pela ‘consulta’, foi cobrado um preço considerado muito alto. "Eles se passavam por médicos, apresentavam alguns tipos de medicamentos e deixavam algumas caixas. Além disso, o Cesário coletou o sangue dessa vítima dizendo que, a posteriori, retornaria para buscar aproximadamente R$ 500, com o argumento de que faria um exame de próstata neste senhor. Os vizinhos dele informaram que estavam desconfiados destes indivíduos", disse o oficial.

Este retorno da dupla aconteceria na manhã de ontem, quando a prisão aconteceu. Os policiais levantaram informações com as vítimas atendidas e, ao comprovarem que os nomes registrados nas receitas não constavam nos registros do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (Cremese), voltaram ao povoado e infiltraram um policial entre os pacientes. "Nós conseguimos constatar a atuação ilegal deles e demos voz de prisão", afirmou Oliveira, ao confirmar que Matias e Cesário "não tinham como negar a acusação" e foram levados para a Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória.

Com eles, foram apreendidos um Fiat Uno, telefones celulares, estetoscópios, medidores de pressão arterial, talonários de receitas médicas e cerca de 50 caixas de medicamentos como Citoneurin, Miorrelax, Enteroftal e Cataflexin, entre outros objetos. Os suspeitos são do município de Coronel João Sá (BA) e vão responder a um termo circunstanciado por exercício ilegal da medicina, crime previsto no Código Penal com pena de até dois anos de prisão. (Gabriel Damásio)

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