Os profissionais da Superintendência Estadual de Proteção e Defesa Civil trabalham desde as primeiras horas da manhã da última segunda-feira, 16, monitorando os municípios de Santana de São Francisco, Telha, Amparo de São Francisco e Porto da Folha – os mais afetados pelo aumento da vazão do Rio São Francisco desde o dia 9. Tenta-se, assim, evitar o pior.
O esforço é meritório. É preciso amparar a população ribeirinha nesse momento difícil. A comunidade que sobrevive às margens do velho Chico enfrentam problema muito pior, entretanto. E não há no poder público quem se detenha sobre o tema e se disponha a liquidar o assunto.
Para as comunidades ribeirinhas, a construção de uma usina hidrelétrica jamais se dá sem transtornos. O impacto ambiental de uma obra com tal magnitude não pode ser desprezado. Mas imperativos de ordem econômica acabam sobressaindo, em prejuízo da subsistência das famílias à beira dos rios.
No São Francisco velho de guerra não é diferente. Todo ano, a rotina dos ribeirinhos é adequada à conveniência da Chesf. Em períodos chuvosos, a vazão aumenta, inundando margens e afluentes. Nos períodos de escassez, o rio é quase completamente represado, a fim de gerar energia.
No caso aqui em tela, convém elucidar, a cheia foi provocado por um volume de chuvas imprevisto nesse período. Mas a população ribeirinha tem mais motivos para se queixar da Chesf do que de eventuais nuvens carregadas no céu.


