Mais de quatro dezenas de motociclistas de ram entrada no Hospital de Urgência de Ser gipe, somente durante o último fim de semana. Uma evidência irrefutável dos riscos e custos derivados do transporte individual sobre veículo motorizado de duas rodas.
As vítimas motociclistas correspondem a quase 10% do total de atendimentos realizados no Huse. Contra todas as aparências, a assistência não sai de graça, apesar de bancado pelo sobrecarregado Sistema Único de Saúde.
Os acidentes de trânsito envolvendo motociclistas é questão complexa. Além de relacionados às dificuldades de mobilidade observada nos grandes centros urbanos brasileiros – cidades de médio porte, como Aracaju, incluídas -, esses casos acabaram se tornando também uma questão de saúde pública. Segundo especialistas, já é possível falar em uma verdadeira epidemia.
O movimento do Huse no último fim de semana é exemplar do quadro aqui apontado: Entre os prontuários gerados por acidente de trânsito, foram realizados 43 atendimentos a vítimas de acidentes com motos, 4 atendimentos de vítimas de automobilístico e 3 vítimas de atropelamento.
Os dados sublinham a vulnerabilidade de quem recorre à motocicleta, contra todas as sugestões em sentido contrário.Se esta é uma questão de saúde pública, como os números supracitados e diversos estudos sugerem, o poder público tem de atuar no sentido de inibir o uso da motocicleta. Há diversas vias pelas quais tal interferência poderia se dar. A via fiscal, inclusive. Mas como esta é também uma questão social – basta observar que grande parte dos motociclistas são trabalhadores de baixa renda -, convém buscar caminhos mais amenos. Uma campanha informativa a respeito dos riscos a que se dispõem os motociclistas seria bom começo.


