Economia e trabalho

Ao fim de sua gestão, após acampanha vitoriosa nas urnas, quando fez seu sucessor, o governador Belivaldo Chagas adotou os ares de grande administrador, apoiado em cifras de economia. Não é para tanto. Embora as contas do estado estejam sim equilibradas, a custo dos aposentados sergipanos, os índices do mercado de trabalho em Sergipe são os piores possíveis.
O JORNAL DO DIA não recorre aqui a especulações, mas a dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe. No terceiro trimestre do ano corrente, a taxa de desemprego em Sergipe ficou em 12,1%. Em todo o Brasil, somente Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro possuem desempenho pior em matéria de ocupação dos trabalhadores.
Há outros dados. Sergipe também se destacou no contexto nacional ao registrar a segunda maior taxa composta de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada), 36,1%, inferior, apenas, ao estado do Piauí (40,6%).
Além disso, é importante destacar que no trimestre analisado 25,8% da população ocupada em Sergipe estava trabalhando por conta própria, enquanto apenas 57,1% dos trabalhadores do setor privado estavam trabalhando com carteira assinada. Ou seja, a precarização do mercado de trabalho estadual é alarmante.
Para a grande massa de sergipanos desempregados, vivendo de bicos, na informalidade, pais e mães de família que se viram como podem, a realidade é desesperadora.

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