O governo brasileiro parece disposto a investir pesado na chamada economia verde, sem perder o retorno estimado de vista
“As florestas valem mais em pé, do que derrubadas”. A síntese ruralizada pelo presidente Lula, durante a cúpula do clima, em Belém (PA), não ficou restrita à retórica. A constatação orientou a criação de um fundo voltado para a preservação das florestas tropicais.
A proposta, desenhada pelo governo brasileiro, pretende alcançar inicialmente US$ 25 bilhões com as adesões dos países e chegar a US$ 125 bilhões com o capital privado.
Os recursos gerados a partir dos investimentos em projetos de altas taxas de retorno financiarão a manutenção dos ambientes de floresta preservados por hectare.
O anúncio do fundo ocorre após o aporte de US$ 1 bilhão realizado pelo governo brasileiro, no dia 23 setembro, no primeiro diálogo de apresentação da ferramenta promovido pelo Brasil e pelo secretariado das Nações Unidas (UNFCCC, na sigla em inglês), em Brasília.
No fim das contas, trata-se de matemática muito simples. O governo brasileiro parece disposto a investir pesado na chamada economia verde, sem perder o retorno estimado de vista.


