EDITORIAL: 2026 pode e deve

Hoje, as mulheres podem contar com um arcabouço legal voltadas para a sua segurança, um avanço inegável

Em 2025, pelo menos 13 feminicídios foram cometidos em Sergipe. O número remete aos casos confirmados pela Secretaria de Segurança Pública. Não é irrazoável presumir, contudo, poucos agressores são denunciados e levados à Justiça.
Em geral, os agressores possuem relação de intimidade com a mulher ameaçada, são companheiros e ex-companheiros das vítimas. Yasmin Santos Silva, sepultada terça-feira, aos 23 anos, após ser alvejada no rosto por um homem inconformado com a separação, no bairro Cidade Nova, não foi a primeira vítima, nem será a última, infelizmente.
O tempo passa, mas nem por isso os dias se tornam mais leves para elas. Hoje, as mulheres podem contar com um arcabouço legal voltadas para a sua segurança, um avanço inegável. Mas esta não é apenas uma questão de polícia. Sem novos parâmetros de comportamento, contrários ao machismo enraizado na cultura, os rigores da Lei não serão suficientes para preservar a vida e a liberdade delas.
Pouco a pouco, as administrações públicas se mostram mais sensíveis, capazes e intolerantes a ameaças contra as cidadãs, de norte a sul do Brasil. Ainda é pouco.2026 pode e deve ser um ano mais justo com as mulheres.
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