A recomendação é bastante razoável, leva em conta as particularidades da área, que enfrenta problemas crônicos de infraestrutura
Sem um Plano Diretor à altura dos desafios vividos hoje em Aracaju, a cidade cresce à mercê de interesses diversos e, muitas vezes, contrários ao bem-estar da população.
Esta semana, o Ministério Público Federal (MPF) emitiu uma recomendação que pede a suspensão de licenças ambientais e urbanísticas, além da paralisação imediata de obras de prédios com mais de quatro andares na Zona de Expansão de Aracaju.
A recomendação é bastante razoável, leva em conta as particularidades da área, que enfrenta problemas crônicos de infraestrutura. Ainda assim, não há garantias de que a palavra do MP vai sensibilizar as grandes construtoras.
A Associação Sergipana dos Empresários de Obras Públicas e Privadas (Assemp), aliás, já deu a entender que não dá muita bola ao MP. Em nota, a associação defende a autorregulação e garante que os projetos em andamento passam por análises técnicas rigorosas dos órgãos licenciadores, cumprindo todas as exigências estruturais e ambientais vigentes para a Zona de Expansão.
Enquanto isso, a Prefeitura Municipal de Aracaju deixa o prazo correr, sob o pretexto de analisar o documento remetido pelo MP. Sem dar um pio.


