O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas
A valorização do salário mínimo, com reajustes anuais sempre acima da inflação, voltou a ser tratada como política pública.
Desde ontem, o novo salário mínimo vigente é de R$ 1.621. O reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025. O aumento segue a política de valorização do salário mínimo, que combina inflação (INPC) e crescimento do Produto In terno Bruto (PIB), respeitando os limites do arcabouço fiscal, que restringe o reajuste a 2,5% acima da inflação do ano anterior.
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo impacta 61,9 milhões de brasileiros. O aumento deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026.
O reajuste tem efeitos amplos tanto sobre a renda das famílias quanto sobre as contas públicas. O governo estima impacto combinado de R$ 110 bilhões na economia, ao considerar o reajuste e a isenção do IR. No entanto, haverá custo adicional para a Previdência Social estimado em R$ 39,1 bilhões.
Toda norma é erguida sobra uma intenção. A lei que deu efeito prático à política de valorização do salário mínio, por exemplo, foi criada no governo da presidente Dilma Rousseff, com a finalidade de ampliar o poder de compra do trabalhador. A ideia era muito simples: promover a distribuição de renda e, de quebra, aquecer a economia, tudo em uma tacada só.


