Os moradores da Zona de Expansão, os maiores interessados na peleja, jamais foram consultados
A Prefeitura Municipal de Aracaju – e, nesse caso, por extensão, também os cidadãos aracajuanos – perdeu mais uma. Em nova decisão judicial, os limites geográficos da cidade permanecem sub judice. Sem a chamada Zona de Expansão, contudo, a capital sergipana ficaria muito menor, ainda mais tímida.
O embate entre Aracaju e São Cristóvão se arrasta há anos, de olho nos impostos devidos pela imensa população da região disputada. Sem clareza a respeito dos limites territoriais de Aracaju e São Cristóvão, a chamada zona de expansão da capital sergipana permanece numa espécie de limbo.
A questão fiscal foi equacionada há anos, quando o Supremo Tribunal Federal sugeriu que a Prefeitura de Aracaju se abstivesse de cobrar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos imóveis erguidos a zona de expansão. E parou por aí. Até hoje, até que instâncias superiores do Poder Judiciário batam o martelo, tudo o mais permanece sob a sombra da incerteza e da indefinição.
Em verdade, os moradores da Zona de Expansão, os maiores interessados na peleja, jamais foram consultados. Certo é que a região ainda é carente de todos os serviços devidos pelo ente municipal, desde o saneamento básico até a oferta de educação e saúde. E a capacidade financeira e, portanto, a capacidade de investimento de São Cristóvão é muito menor do que a ostentada hoje por Aracaju.


