A obrigação de zelar por si mesmo e pelos seus, no entanto, cabe a cada um, individualmente
Não foi por falta de aviso. Infelizmente, muitos fizeram ouvidos de mercador. De acordo com os registros do Hospital de Urgência de Sergipe, a explosão dos fogos de artifício ainda encanta muita gente. Entre os aficionados pelo estouro breve, tão comum nos festejos de junho, não falta gente disposta a sustentar tamanha paixão até as últimas consequências.
Dedos e até mãos inteiras foram perdidas em um piscar de olhos. Somente no hospital de Urgência de Sergioe,54 deram entrada com queimaduras, ao longo dos últimos dias. Entre estas, 30 manejavam fogos de artifício.
Todo ano é assim. A direção do Huse promove uma verdadeira operação de guerra para receber as vítimas. Além disso, uma equipe multidisciplinar formada por cirurgiões plásticos, enfermeiros e técnicos de enfermagem permanece de prontidão para atender à demanda extraordinária, apesar de já esperada.
A segurança dos forrozeiros também é atribuição do poder público, a quem cabe a fiscalização das estradas, o policiamento das festas, e a regulação sobre a venda de artefatos explosivos. A obrigação de zelar por si mesmo e pelos seus, no entanto, cabe a cada um, individualmente. No trânsito, em eventos populares, nas reuniões de família, a festa não precisa ser interrompida no susto.


