Na língua grande da infâmia, a cidade de Aracaju é evocada ironicamente pelo nome de Buracaju
A administração municipal vem fazendo o possível para reconhecer um epíteto malicioso, expresso em apelido mordaz, atribuído à capital sergipana. Na língua grande da infâmia, a cidade é evocada ironicamente pelo nome de Buracaju.
O apelido pegou, por força de fazer sentido. As principais vias públicas da capital parecem um tabuleiro de pirulitos, tomadas por buracos e até verdadeiras crateras. O prejuízo ao tráfego de veículos, com reflexos na mobilidade urbana, é notável.
Curioso lembrar que a então vereadora Emília Corrêa, hoje prefeita de Aracaju, fazia discursos inflamados na Câmara Municipal a respeito da baixa qualidade do pavimento em ruas e avenidas da capital. Segundo ela, o asfalto empregado parecia areia da praia, que o vento mais tímido é capaz de levar.
Infelizmente, a oportunidade de fazer diferente de seu antecessor, tão duramente criticado, não redundou em melhoria perceptível no dia a dia da população. Deslocar-se entre dois pontos da cidade significa enfrentar os mesmos desafios de sempre. Gasta-se muito tempo e dinheiro em percursos irrisórios.
O fato é que a capital sergipana, política maldosa à parte, carece mais de providências, em comparação a discursos. E a gestão Emília Corrêa vem se provando exemplar de tal diferença, como se vê em qualquer rua de Aracaju.


