EDITORIAL: Elas, todos os dias

É preciso que as denúncias gerem consequências concretas, a bem de toda a sociedade
Os casos de feminicídio registrados em Sergipe ganham manchetes todos os dias.  Ontem, uma senhora de 64 anos foi morta a facadas pelo companheiro, no município de Propriá. Algumas horas antes, segunda-feira, outra mulher, um pouco mais jovem, escapou por pouco, após se meter em área de mata fechada, em São Cristóvão. Os casos se repetem, sem descanso, com a recorrência de uma epidemia. Sem privilégio de idade, raça, crença, ou classe social.
É preciso agir sempre, cortar o mal pela raiz. Assédio, importunação, violência sexual e de gênero, feminicídio, são incompatíveis com a liberdade das mulheres, o ideal de igualdade almejado pelas sociedades ditas civilizadas.
A legislação brasileira evolui muito, a fim de amparar as mulheres e crianças vítimas dos predadores sexuais. Novos crimes receberam tipificação penal, avançando sobre a impunidade. A importunação sexual, por exemplo, era muito difícil de ser caracterizada e enquadrada no rigor da Lei, até ser detalhada em um tipo próprio, específico.
O entendimento corrente, em âmbito institucional, evoluiu bastante. Agora, é preciso que as denúncias gerem consequências concretas, a bem de toda a sociedade.
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