EDITORIAL: Estado de proteção social

Infelizmente, ainda há quem faça confusão entre programas de transferência de renda e assistencialismo barato

Sem os programas sociais mantidos pelo governo federal, milhões de brasileiros teriam uma vida mais difícil. O melhor de tudo: o investimento continuado permite que muitos passem a caminhar com as próprias pernas, por assim dizer, ascendam economicamente.
Cerca de 18 milhões de famílias receberam dinheiro de algum programa do governo federal em 2025. Esse dado representa 22,7% dos mais de 79 milhões de domicílios do país.
O IBGE considerou programas federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que paga um salário mínimo por mês ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. Também foram incluídas ajudas assistenciais de estados e municípios.
Infelizmente, ainda há quem faça confusão entre programas de transferência de renda e assistencialismo barato. Para os desinformados, as políticas visando a extinção da desigualdade e a promoção da justiça social empregam recursos públicos pata manter preguiçosos.
Nada mais falso. Estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Banco Mundial, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, já apontou que 3 milhões de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família, o mais odiado dos programas sociais do governo Lula, deixaram a pobreza em 2023. O resto é conversa fiada.
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