EDITORIAL: O mal pela raiz

Não raro, os abusos contra as mulheres são subestimados e naturalizados, até evoluir para a violência pura e simples

Um homem foi preso no povoado São José, em Japaratuba, acusado de importunação sexual. Segundo denúncias, o acusado abordava mulheres em via pública e as tocava sem consentimento. Ele seria, inclusive, um criminoso reincidente.
Tudo indica, evitou-se o pior. Não que a acusação, em si, seja menos grave. Mas, não raro, os abusos contra as mulheres são subestimados e naturalizados, até evoluir para a violência pura e simples.
É preciso agir sempre, cortar o mal pela raiz. Assédio, importunação, violência sexual e de gênero, feminicídio, são incompatíveis com a liberdade das mulheres, o ideal de igualdade almejado pelas sociedades ditas civilizadas.
A legislação brasileira evolui muito, a fim de amparar as mulheres e crianças vítimas dos predadores sexuais. Novos crimes receberam tipificação penal, avançando sobre a impunidade. A importunação sexual, por exemplo, era muito difícil de ser caracterizada e enquadrada no rigor da Lei, até ser detalhada em um tipo próprio, específico.
O entendimento corrente, em âmbito institucional, evoluiu bastante. Agora, é preciso que as denúncias gerem consequências concretas, a bem de toda a sociedade.
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