EDITORIAL: Pacto por elas

Na primeira edição de 2026, realizada nos meses de fevereiro e março, foram registradas 52 prisões por feminicídio, sendo 35 em flagrante

O cidadão certamente não se deu conta, mas há um pacto institucional contra o feminicídio em pleno vigor no Brasil. Embora o número de casos ainda não aponte a tendência de queda, o combate é diário, não cessa. E se atém à raiz do problema.
A segunda fase da Operação Mulher Segura, promovida pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, com a adesão do governo de Sergipe, iniciou ontem, com atuação centrada em três pilares: educação, acolhimento e repressão.
Demanda para o trabalho das forças de segurança pública em Sergipe não falta. Na primeira edição de 2026, realizada nos meses de fevereiro e março, foram registradas 52 prisões, sendo 35 em flagrante e 17 em cumprimento de mandados judiciais contra agressores.
Durante a primeira fase da mobilização, também foram promovidas ações educativas que alcançaram mais de 5,7 mil pessoas em diferentes municípios sergipanos, além do acompanhamento de 83 medidas protetivas de urgência e do atendimento a 311 vítimas pelas unidades policiais do estado.
Assim, há esperança de transformação. Embora a letra fria da Lei preveja todo tipo de sanção contra os agressores, essa é também uma questão de educação, sem solução de curto prazo. Que a mobilização contra o feminicídio dure o tempo que for preciso, portanto. Por todas elas.
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