A corrida mundial por fontes de energia limpa e renovável possui motivação ambiental evidente
A concentração de poluentes atmosféricos no ar respirado em todo o Brasil ultrapassa frequentemente o limite máximo admitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Eis, aqui, em novos dados, mais uma evidência do imperativo da transição energética, urgente!
Os dados de 2024 sistematizados no em relatório divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, consideram, pela primeira vez, os padrões estabelecidos por uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que atualizou os limites admitidos no país e estabeleceu etapas de transição para alcançar os padrões da OMS.
Na análise da ultrapassagem dos padrões de qualidade do ar, as únicas substâncias que se mantiveram nos limites admissíveis da tabela de transição foram o monóxido de carbono (CO) e o dióxido de Nitrogênio (NO2). Os braseiros respiram veneno.
A indústria verde está na moda. A corrida mundial por fontes de energia limpa e renovável, o imperativo da descarbonização, possui motivação ambiental evidente. Mais das vezes, entretanto, tal debate é mediado por interesses econômicos legítimos, tendo em vista o potencial comercial da onda ecológica. Tudo certo. Esta é, no entanto, antes de tudo, uma questão de saúde pública.


