EDITORIAL: Vírus influenza em circulação

Os brasileiros tiveram uma boa mostra do estrago causado pelo negacionismo científico durante a pandemia

A baixa adesão às campanhas de vacinação, um dado inquietante da realidade contemporânea, desafia os gestores de saúde pública. As vacinas distribuídas pelo Sistema Único de Saúde previnem toda sorte de enfermidades. A população, no entanto, reluta em dar o braço à vacina.
Em Aracaju, por exemplo, há vacina suficiente para imunizar todos os cidadãos contra a influenza. Ainda assim, novas variantes do vírus circulam entre a população.
O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) informou, na terça-feira (5), que foi confirmada a circulação de uma variante da influenza A (H3N2), denominada subclado. Segundo o Lacen, a descoberta foi realizada durante o monitoramento da circulação da gripe K, por meio de análise de amostras analisadas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Os brasileiros tiveram uma boa mostra do estrago causado pelo negacionismo científico durante a pandemia. Tal experiência, associada a uma baixa inesperada na cobertura vacinal da população, colocaram as autoridades sanitárias em estado de alerta. Em matéria de saúde pública, o investimento em campanhas educativas precisa ser constante.
Não convém baixar a guarda. Segue valendo agora o que valia no auge da crise sanitária. Para quem dá ouvidos às advertências da Ciência, males como a influenza, a dengue, a própria covid-19, entre outros, são páginas viradas. Para quem faz ouvidos moucos, flertando com o negacionismo, ao contrário, as consequências podem estar a caminho.
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