Depois de uma pausa na carreira, o ex-senador Eduardo Amorim (Republicanos) volta a ser candidato ao Senado Federal, apoiando a candidatura de Valmir de Francisquinho ao governo do Estado. Em entrevista ao JD, Amorim, atribui a sua decisão em disputa novo mandato a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, e critica veemente a área de Saúde do governo Fábio Mitidieri. “De um lado nos deparamos com um trabalho de marketing forte para mostrar uma realidade que não existe; do outro, 85% da população dependente desse serviço é obrigada a seguir enfrentando superlotação no Huse”, destaca.
A íntegra da entrevista é a seguinte:
JORNAL DO DIA – O senhor já exerceu mandatos de deputado federal e senador. Caso eleito, quais as prioridades desse novo mandato?
EDUARDO AMORIM – Sergipe assistiu a nossa disposição em lutar pela construção do Hospital do Câncer, pela instauração da Univasf, da qualificação do SUS, do apoio às instituições educacionais e à geração de emprego. Para os próximos oito anos a missão é resolver o problema do Huse; aplicar investimentos capazes de melhorar em curto prazo o atendimento em todos os quesitos. Fui eleito o melhor senador do Brasil devido à atuação rígida em defesa dos sergipanos. Ao lado de Valmir de Francisquinho governador, será possível solucionar definitivamente cada um dos problemas do Huse.
JD – Nestas eleições, a disputa para o Senado tem mais candidatos considerados fortes do que para o governo. Qual a expectativa que o senhor tem em relação ao êxito da campanha?
EA – Deus nos deu dois olhos para que possamos olhar para frente; prefiro não dedicar muito do meu tempo para ficar monitorando opositores. O fato é que eleição no Brasil nunca é fácil para nenhum cargo; torço profundamente que a legislação seja respeitada por todos – seja ele candidato majoritário ou proporcional; que possamos debater ideias e que o respeito mútuo seja protagonista neste momento tão importante para os mais de 2,2 milhões de sergipanos. Que tenhamos uma caminhada leal, amparada naquilo que verdadeiramente importa: o progresso unificado de Sergipe.
JD – O senhor é candidato pelo Republicanos, mesmo partido que o candidato a governador Valmir de Francisquinho. Qual a expectativa do senhor em relação a disputa estadual?
EA – Que seja uma disputa nas urnas, prevalecendo a vontade do povo. Em 2022, mais de 450 mil sergipanos optaram por depositar confiança em Valmir, mas houve um impedimento; observem que, mesmo sabendo da inelegibilidade, as pessoas permaneceram ao lado de Valmir governador e Emília vice-governadora. Agora, temos mais uma oportunidade para que a voz do povo seja respeitada. Valmir tem experiência, tem ampla disposição para garantir os avanços que Sergipe precisa, e, sobretudo, está conectado com os 75 municípios do nosso estado. Indiscutivelmente, o melhor nome para administrar Sergipe pelos próximos 04 anos.
JD – O senhor tem o apoio da prefeita de Aracaju, Emília Corrêa. Isso pode fazer a diferença na votação na capital?
EA – Uma honra receber o apoio da prefeita que em um ano e meio de gestão alcançou a aprovação de 70% dos aracajuanos e aracajuanas. Emília é responsável por esta decisão em ser pré-candidato ao Senado Federal. No decorrer do ano passado, durante uma conversa, ela me recordou o tanto que Sergipe ganhou quando representei nosso estado no Congresso Nacional – seja na Câmara, como também no Senado. Conquistando êxito, não tenham dúvidas que serei um integral parceiro para cada um dos projetos desenvolvidos em Aracaju e nos demais 74 municípios sergipanos. Emília é líder do grupo, presidente do partido e nossa apoiadora fiel.
JD – Sergipe e o Brasil vêm registrando altos índices de casos de feminicídio. O que a sociedade pode fazer para reduzir esses números?
EA – Cobrar das autoridades medidas urgentes, sobretudo nas políticas públicas. Todos nós somos importantes neste trabalho preventivo. No âmbito dos poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, é fundamental que haja proteção junto ao público-alvo e intensificação das punições contra quem comete este tipo de atrocidade humana. Em médio e longo prazo há apenas um caminho: educação. Em pleno século XXI, por mais absurda que seja a missão, somos obrigados a conscientizar crianças, jovens e adultos sobre civilização e respeito. Sou leitor do Jornal do Dia e tenho acompanhado a evolução trágica deste cenário.
JD – Como médico, qual a avaliação que o senhor faz da Saúde em Sergipe?
EA – De um lado nos deparamos com um trabalho de marketing forte para mostrar uma realidade que não existe; do outro, 85% da população dependente desse serviço é obrigada a seguir enfrentando superlotação no Huse, precariedade nos hospitais regionais, ausência de concursos e valorização dos servidores, privatização do Hospital do Câncer e contínua inexistência de um Centro de Diagnóstico por Imagem, Hospital de Clínicas e um Centro de Reabilitação Ortopédica, por exemplo. O Sistema Único de Saúde em Sergipe está na UTI, carente de ações assertivas que proporcionem dignidade aos pacientes e acompanhantes.
JD – Qual a expectativa do senhor na disputa presidencial. O senhor já definiu o seu candidato?
EA – Sou de grupo, e, por este motivo, vou seguir a deliberação nacional do Republicanos. Dentro do cronograma estabelecido pela Justiça Eleitoral, seguimos no período de convenções partidárias, e, assim que houver definição da sigla, seguiremos os encaminhamentos.


