Escravidão em Sergipe

Desde 1995, mais de 60 mil pessoas foram resgatadas em condições semelhantes à escravidão no Brasil

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A ausência de pelourinhos em vias públicas, a inexistência de senzalas nas propriedades rurais, podem enganar os incautos e dar a falsa impressão de que o trabalho escravo é página virada, uma chaga histórica plenamente superada. Ledo engano. No Brasil profundo, mesmo nos grandes centros urbanos, muitos trabalhadores ainda vivem sob o julgo da força bruta, mesmo sem correntes e chicotes.
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Desde 1995, mais de 60 mil pessoas foram resgatadas em condições semelhantes à escravidão no Brasil. Em 2024, o país registrou mais de dois mil trabalhadores resgatados, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados mostram que o trabalho escravo ainda existe e precisa ser combatido. Inclusive em Sergipe.
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Ano passado, operação conjunta com Auditores-Fiscais do Trabalho, Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) e Polícia Rodoviária Federal surpreenderam trabalhadores oriundos de diversos estados em condições análogas à escravidão no interior de Sergipe.
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O flagrante ocorreu em Neópolis, onde o corte de cana costuma atrair mão de obra pouco especializada. Trabalhadores sem carteira assinada, alojados em condições insalubres, subjugados por dívidas ilícitas foram finalmente libertados.
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Por tudo isso, o Ministério Público do Trabalho no estado promoveu ontem um evento dos mais oportunos, pontuado por arte e reflexão, a fim de chamar a atenção da sociedade sergipana para a persistência da escravidão, aqui e agora – Uma realidade também em Sergipe.
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