EU FICO NUM “LUTO”, MAS NÃO DESISTO E NÃO ME ENTREGO

Rômulo Rodrigues

Nós assistimos às covas abertas, durante 2 anos, sem as presenças dos entes queridos, muitas vezes as máquinas jogando a terra sobre os caixões em cenas tristes e repetitivas.
Concomitantes, estavam sendo abertas as covas para serem enterradas as estatais (Petrobras e outras), bancos estatais e Universidades Federais.
Não desisto de lutar para que Lula não permita que aconteçam mais mortes como essas.
Esses próximos dias, é importante que façamos das tripas coração procurando convencer o máximo de pessoas que estejam indecisas, fazer com que reflitam que muitas outras covas que forem abertas poderão ser para enterrar os sonhos de seus filhos, netos, sobrinhos, afilhados de entrar nua Universidade; pois sabemos que Lula foi o presidente que mais construiu Universidades, Campus, Campis e Escolas Técnicas em toda nossa história.
Esse oportuno texto foi escrito pela minha companheira de jornada de 51 anos, onde predomina o amor, uma professora aposentada das redes municipal e estadual de educação, que me tocou profundamente e me encheu de orgulho. O amor vale mais.
O momento que vivenciamos é muito delicado e deve ser encarado com o máximo de atenção por todos que tenham consciência dos perigos aos quais todos estão expostos e é melhor prevenir, porque não tem como remediar.
O passo mais importante do momento é não cair na armadilha de que nosso projeto de Brasil foi derrotado. Pelo contrário; o nosso candidato a presidente da República, Luiz Inácio lula da Silva, ganhou a eleição no primeiro turno, o que é diferente de dizer que já foi eleito.
O chamado da professora é para que ninguém esmoreça, pelo contrário, encare o momento como sendo de arregaçar as mangas e ir à luta para garantir a vitória final.
Os números indicam chances reais de vitória no segundo turno conforme históricos recentes nessa e na eleição passada.
Vamos dar uma olhada nos números de 2018, lembrando que as 4 eleições anteriores, vencidas pelo PT, todas foram decididas no segundo turno.
Na eleição de 2018 o total de votos válidos foi de 107 milhões e em 2022 foi de 118, um acréscimo de 11 milhões de votos.
Naquela eleição, Bolsonaro obteve 46,03% dos votos, ou seja, 49.276.990 votos. Na atual, ele obteve 51.071.106 ou, 43%, 3% a menos que em 2018, depois de quase 4 anos usando a máquina pública e o orçamento sem nenhum controle e mesmo assim, teve queda.
Do primeiro para o segundo turno da eleição de 2018, houve uma queda de votação de 3 milhões de voto e se essa queda se repetir proporcionalmente agora, Lula será eleito apenas com a repetição da votação de domingo.
Caso o mesmo contingente de eleitores voltem às urnas no próximo dia 30 e dos 9.840.066 votos dados aos demais candidatos, basta que 1.840.066 eleitores votem em Lula para que ele seja o vencedor. Portanto, não estamos diante de nenhuma catástrofe anunciada e a tarefa para derrotar o fascismo é aumentar a energia mobilizadora, contar com a votação de todos e todas do primeiro turno e ampliar a vitória nos que escolheram outras candidaturas.
No segundo dia após a apuração, Lula recebeu apoio de partidos que disputaram a eleição como o PDT e Cidadania além de parte expressiva do PSDB, que disputa o governo no RS contra o candidato de Bolsonaro.
Bolsonaro recebeu o mais do mesmo nas manifestações de governadores eleitos no primeiro turno e também derrotado que já eram seus apoiadores.
Dois cenários bastantes distintos na terça feira, dia de São Francisco, santo identificado por sua opção pelos pobres, Lula recebeu um grupo de padres franciscanos liderados pelo frei David, enquanto Bolsonaro discursou em uma loja maçônica, tendo na parede atrás dele o símbolo de uma cabeça de bode que significa o menosprezo pelo cordeiro de Deus da igreja católica.

Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político

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