Famílias quebradas,

Mês a mês, a cada levanta mento realizado com o objetivo de acompanhar a penúria dos cidadãos, constata-se, com precisão matemática: O Brasil é um país de endividados.
A parcela de famílias com dívidas, em atraso ou não, ficou em 78,9% em novembro deste ano. A taxa é inferior aos 79,2% de outubro, mas superior aos 75,6% de novembro de 2021. Também pudera: Os juros altos, impagáveis, mais a queda na renda média da população, dificultam muito a organização do orçamento doméstico.
O mar, de fato, não está para peixe. O número de famílias endividadas atingiu no mês passado 79,3% do total de lares no país, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O elevado índice de inadimplência não ajuda o fluxo de valores entre consumidores, indústrias, comércio, prestadores de serviços. Sem crédito, sem dinheiro no bolso dos trabalhadores, não há quem gire a roda viva da economia.
Os reflexos do dinheiro pouco são percebidos há tempos. A moeda não passa de mão. O movimento no comércio cai e o risco de desemprego aumenta, um verdadeiro pesadelo, um ciclo vicioso. O otimismo infundado do governo federal por anos a fio não teve o condão de transformar a realidade concreta das famílias brasileiras. Estas permanecem no vermelho.

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