* Rômulo Rodrigues
Wall Street o dinheiro nunca dorme começa com o ator principal dizendo que alguém lembrou que a ganância é boa e parece ser legal porque todo mundo bebe na mesma fonte.
O filme é um clássico dirigido por Oliver Stone e é estrelado pelo consagrado ator Michael Douglas no papel de Gordon Gerkko, um fraudador do sistema financeiro que, após cumprir pena, retorna ao mesmo ofício de antes, estreou nas telas em 2010 e se reporta à crise financeira de outubro de 2007 e que, o partido midiático insiste, para não perder o hábito de inventar a verdade, diz que foi de outubro do mesmo ano.
Com a explosão da podridão da extrema direita, encoberta por uma suposta produção cinematográfica que nunca existirá; o crime organizado; as milícias que já têm tentáculos na Faria Lima, operações ocultas em seus Carbonos e organizações legalizadas como partidos políticos de direita se veem ante o desafio de recorrer ao imponderável para poderem se legitimar no processo eleitoral democrático que abominam.
A comparação ou resgate do filme de Oliver com fatos e personagens da vida real da conjuntura atual pode ser interpretado pelo livre pensar de cada pessoa, não podendo ser taxada como mera coincidência.
Dando dois passos atrás no que foi escrito por este abusado escriba que não teme dizer o que pensa vejamos títulos de artigos aqui publicados: Em 2026 o Cristiano da vez se chama Flavio Bolsonaro; as eleições do Brasil estão ameaçadas; Flávio Bolsonaro é o candidato ideal; Esperando explicações de Flávio Bolsonaro; E o Banco máster é um projeto de República; Os últimos passos de um projeto de homem, e por aí vai.
Um passo à frente a ser dado pela burguesia só será possível vislumbrar, quem sabe, nas próximas capas da revista Veja que será autorizada a publicar a nova invenção da verdade absoluta, imposta como narrativa e repetida quantas vezes necessárias, tudo leva a crer que será no mês de junho, já próximo; como a última cartada para recuperação dos que retêm o dinheiro no Brasil e impõem suas ideias dominantes como ideologia reinante.
Valdemar da Costa Neto, o Don Corleone da política de direita, veio a público e desmentiu Flávio Bolsonaro jogando na lixeira sua explicação bizarra com a sentença de condenação: Flávio não foi até o já prisioneiro Vorcaro pedir explicação alguma, foi cobrar o resto do pagamento para a farsa de um filme inexistente.
Sem argumentos sólidos Luciano Huck sabendo que dá ordens e obedece quem é pago disse que: os que recebem em Senhor do Bomfim na Bahia o dinheiro do Bolsa Família movimentam 56% da economia da cidade e deixa o povo acomodado, sabendo que estava mentindo, como provam todas as reações publicadas nas mídias independentes e desmentidos do ministro Wellington Dias; mas, os patrões mandaram e ele obedeceu revelando a contradição; ele obedece à Faria Lima e, a Faria Lima obedece a uma parcela do crime organizado.
Um terceiro factoide está nas interpretações da convocação de Neymar para a seleção que vai disputar mais uma copa do mundo, deixando subliminarmente que o que está subentendido, se vai jogar ou não, se vai ser decisivo ou não; o que importa e interessa é que o jogador é garoto propaganda da BET, ídolo de milhões de jovens, assim como Luciano Huck também é com seu familhão e quem sabe até podem ser sócios no recolhimento de uma parte do que recebem os beneficiários dos programas sociais, em apostas, pela alimentação induzida de sonhos de riqueza.
Enquanto na famosa avenida os poderosos se comportam como aquele rio que o compositor classificou como caminho que anda e vai levando talvez uma dor, nos casos, dores de sonhos nunca realizados e mantendo esperanças em corações e mentes de um povo que forma um exército de reserva que o capitalismo precisa para manter o alto nível de exploração e luta para não deixar cair a jornada de trabalho 6×1 e 44 horas semanais; lá no laboratório do Dr. Silvana, dos Gibis do capitão Marvel, estará sendo gestada para ser lançada no dia e hora certa após toda uma científica e bem articulada maquinação, a única chapa capaz de causar rodamoinhos no leito do rio que o mar espera de braços abertos para engolir os sonhos dos obtusos.
É improvável, é difícil, mas não é impossível que algum mágico da Faria Lima saque da cartola uma chapa de puro desespero formada por Aécio neves e Michelle Bolsonaro, batizada de milagrosa terceira via pois, afinal, Minas está onde sempre esteve.
Na abertura da semana em que o mês de termina apareceram áudios que podem levar à prisão e tornar inelegíveis o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o senador Flávio Bolsonaro que pode ter se encalacrado ainda mais indo até os EUA oferecer, caso eleito, a soberania do Brasil, pedindo de joelhos que Donald Trump classifique organizações criminosas como terroristas e, aí sim, ocupar nosso território e oficializar a barbárie, em nova colônia estadunidense. As últimas notícias indicam um vacilante recuo do senador Flávio Bolsonaro e uma necessária jogada de coragem do presidente Lula de recolocar Jorge Messias no tabuleiro do xadrez para o Supremo tribunal Federal. É hora de medir forças sim! O que a vida quer da gente é coragem.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


