Fato consumado

Se, em seus últimos anos, o serviço prestado pela Deso não era nenhuma maravilha, o realizado agora pela Iguá também deixa muito a desejar

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O sucateamento da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), anos a fio, pode ter facilitado a sua privatização, mas não facilita a operação de sua compradora, a Iguá Saneamento. Se, em seus últimos anos, o serviço prestado pela Deso não era nenhuma maravilha, o realizado agora pela Iguá também deixa muito a desejar.
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Ontem, a Prefeitura de Aracaju promoveu uma reunião com a diretoria da Iguá para cobrar providências. A falta de água em Aracaju é recorrente. Os rombos nas ruas e avenidas da capital sergipana se multiplicam.
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Era previsível. Infelizmente, a promessa de um aporte de recursos robusto, derivado da privatização da empresa estatal, convenceu o governador Fabio Mitidieri a mudar de ideia. Antes contrário à privatização, Mitidieri vendeu a Deso.
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Embora o projeto abraçado pelo governador se atenha a uma espécie de parceria com a iniciativa privada (a empresa estatal ficou responsável pela captação e tratamento da água, enquanto o setor privado se encarrega do abastecimento, esgotamento sanitário e a comercialização) é certo que a distribuição de água passou a ser encarada sob o viés do lucro, puro e simples.
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 A privatização da Deso é fato consumado. Agora, os maiores temores relacionados ao tema, tais como o aumento da tarifa e a prestação de serviços capengas, maltratam todos os sergipanos.
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