Cândida Oliveira
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Superlotação, superbactéria, são palavras constantes no dia a dia de quem trabalha ou precisa utilizar os serviços das maternidades aracajuanas. Mas a realidade difícil começa a percorrer outros caminhos.
A direção da Secretaria de Estado da Saúde informa que a lotação na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), em Aracaju, está sob controle. Dos 59 leitos disponíveis na unidade de saúde, nem todos estão mais ocupados. Há 10 dias, apenas 47 estavam ocupados. A contratação de 20 novos leitos neonatais foi uma medida decisiva para o controle da lotação na MNSL. A expectativa é que essa nova oferta mantenha a ocupação na MNSL regularizada.
No último dia 1º, a Maternidade iniciou a transferência dos bebês internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) para a Maternidade Santa Isabel, também na capital sergipana.
Situação melhorou – De acordo com a presidente da Sociedade Sergipana de Pediatria, Glória Tereza, a informação dos profissionais que trabalham no local é que houve redução da superlotação das Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e unidade externa, que agora podem receber os pacientes oriundos da própria maternidade, e a Maternidade Santa Isabel está recebendo os bebês que nascem em situação de risco no interior do Estado.
No tocante à superbactéria na MNSL, ela diz não ter conhecimento de novos problemas. "Sempre que há controle no número de pacientes, essa questão melhora", explica.
Mas para a pediatra, ainda há muito a fazer, pois existe a necessidade de contratação de mais funcionários, de um melhor atendimento nos hospitais regionais, que estão espalhados pelo interior sergipano. "Por enquanto, as coisas melhoraram, mas é necessário abrir e aumentar as maternidades do interior do Estado.
O número de funcionários ainda é insuficiente", diz a presidente da Sociedade.
Ainda de acordo com Glória Tereza, no interior só há pediatras praticamente nas grandes cidades como Propriá, Lagarto, Estância, Itabaiana e nas mais próximas da capital como São Cristóvão, Laranjeiras. "Falta de incentivo das prefeituras, que não apresentam propostas razoáveis que motivem os pediatras a se deslocaram para trabalhar. Os que aceitam ir para o interior trabalham em situações que deixam a desejar por falta de suporte laboratorial e de especialistas. Mas existem bons profissionais, que fazem um bom trabalho em muitas dessas cidades", relata a pediatra.
Urgências – Já quanto às escalas das urgências pediátricas, das unidades de saúde particulares e públicas, ela diz que a situação tem se regularizado, mas eventualmente ainda ocorrem problemas de falta de profissionais.
Para ela, no geral houve avanços. "Indiscutivelmente a luta dos pediatras favoreceu a implantação da UTI privada do Hospital São Lucas, reabertura da urgência do Hospital Primavera, abertura dos leitos de Utin da Maternidade Santa Isabel, normalização da assistência na rede de urgência e emergência. A valorização da pediatria em nosso estado tem atraído novos médicos para a especialidade e novos investimentos nos consultórios. Tudo isso se reflete em melhor assistência à saúde da criança e do adolescente em nosso Estado. Mais ainda há muito por fazer", finaliza.


