Quarta, 19 De Junho De 2024
       
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Gararu abandona criança com paralisia cerebral causando revolta na família


Publicado em 01 de agosto de 2012
Por Jornal Do Dia


Angústia, desespero e revolta tomam conta de Judivan da Silva e de José Wilson, pais do pequeno Wesley Melo, quatro anos, que sofre de paralisia cerebral e morador do povoado Lagoa do Porco no município sergipano de Gararu. Em março de 2011, os pais procuraram o Grupo de Apoio à Criança com Câncer com o pedido de ajuda para o tratamento do filho que vinha tendo crises de desmaio e falta de coordenação motora. Na ocasião, a instituição prestou total apoio encaminhando a criança para consultas com especialistas e realização de exames para diagnosticar e sanar o problema.

Em meio a todo o processo a criança teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e imediatamente os médicos solicitaram uma Ressonância Magnética, que foi realizada em um dos hospitais particulares da cidade. Neste, momento o pequeno Wesley se encontrava no CTI do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) começando a sua luta pela vida. Durante 2 meses e 11 dias o menino teve 3 paradas cardíacas e reagiu a todas elas mostrando força em querer viver e o quanto é guerreiro.

Em junho de 2011 Wesley recebeu alta do HUSE com a orientação dos médicos e fisioterapeutas sobre importância de realizar as sessões de fisioterapia três dias na semana, já que a criança perdeu a coordenação motora, o que a família e nem o Gacc imaginava é que começaria ali a falta de compromisso e direitos negados pelo poder público do município de Gararu.

De acordo com a família da criança, o carro da Prefeitura pegava-o para realização da fisioterapia uma semana e passava duas sem ir, em alguns casos chegando a passar meses sem buscá-lo interrompendo assim, a continuidade do tratamento. Orientados pelo Gacc os pais procuraram a secretária de saúde do município, a secretaria de ação social e até mesmo o prefeito, mas infelizmente os direitos dessa criança continuam sendo negados.

Segundo o Supervisor de Comunicação Social do Gacc, Fred Gomes, que entrou em contato por telefone com a assistente social Lane, funcionária da Secretaria de Ação Social do município, a mesma explicou que como pai recebe o benefício, ou seja, um amparo social para prover o sustento da família e é dever do mesmo pagar o transporte para levar a criança para o tratamento. Ela informou que não é obrigação da prefeitura oferecer o tratamento de fisioterapia e nem tão pouco ceder o veículo.

Ao entrar em contato com o secretário Municipal de Saúde, Sulivan Albuquerque, este informou que estão sendo adquiridos dois veículos para suprir a demanda e que a família dessa criança tenha paciência, explicou o secretário. Indignada, a mãe do pequeno Wesley desabafou: "Me sinto mal, revoltada porque eles podem fazer pelo meu filho e não fazem, já estou perdendo minhas forças para lutar."

De acordo com a advogada Patrícia Erlichman, o amparo social recebido pela criança é um direito do paciente e o dinheiro não é para ser redirecionado para aluguel ou locação de veículo durante o tratamento. Segundo ela, o papel da assistente social é orientar o paciente sobre os seus direitos e não descartá-lo tirando a responsabilidade do poder público, uma vez que é obrigação do município ceder o carro. A direção do Gacc Sergipe já passou o caso para o setor jurídico da instituição que vai entrar com uma representação no Ministério Público de Sergipe.

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