O gás produzido em Sergipe é a grande aposta do governo do estado para virar o jogo e mo vimentar a claudicante economia local. Ontem, durante o Fórum Sergipano de Petróleo e Gás, caminhões exclusivamente movidos a gás natural liquefeito rodaram pela primeira vez no País, sinal de que as reservas de gás natural descobertas recentemente pela Petrobras em território sergipano podem atrair a atenção de muita gente com bala na agulha.
Por enquanto, o potencial econômico do gás sergipano não passa de promessa. De todo modo, sem outra carta na manga, o governador Belivaldo Chagas aposta todas as fichas no oco da terra. Além de distribuir o GNL para todo o nordeste, há também a pretensão de atrair as montadoras do veículo para o território sergipano.
O investimento na diversificação da matriz energética local deve começar a dar frutos já a partir do início de 2020. Em março, a Usina Termelétrica Porto de Sergipe começa a operar a todo vapor. A partir de então, o gás excedente não utilizado deve ser distribuído pelo interior do estado, o primeiro passo antes de ganhar o nordeste inteiro.
"Sergipe se tornará a estrela do gás no Brasil". As palavras de Belivaldo Chagas foram proferidas em meados de junho, quando a Petrobras anunciou a descoberta das mencionadas reservas. Pelo visto, a julgar pelos planos detalhados agora, com a colaboração entusiasmada de diversos empresários, a ambição declarada do governador de Sergipe não arrefeceu. Antes, ganhou contornos de estratégia.


