Governo agiliza obras e Deso inicia rodízio

As obras emergenciais para a construção de uma nova adutora começaram ainda na noite de sábado, 09, e estão previstas para terminar até esta sexta-feira, 15. Com o fim dos trabalhos, 80% do abastecimento voltarão a ser destinados à Grande Aracaju. Para que as principais ações de interligação dos novos dutos aconteçam, houve um bloqueio na tarde de domingo, 10, do fluxo de veículos no trecho da BR 101 que compreende o trecho próximo ao desabamento, no povoado Pedra Branca, em Laranjeiras.

Todas essas informações foram discutidas em reunião realizada no domingo, na sede da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso). Na ocasião, o vice-governador Belivaldo Chagas, os diretores-presidentes da Deso, Carlos Melo, e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Antônio Vasconcelos, além dos secretários de Infraestrutura, Valmor Barbosa, Comunicação, Sales Neto, Saúde, José Sobral, e o coordenador estadual da Defesa Civil, tenente-coronel Mendes, debateram sobre as primeiras medidas que serão tomadas nos próximos dias para tentar minimizar as consequências do acidente com as adutoras.
De acordo com Belivaldo Chagas, em menos de 24h o Governo se mobilizou para colocar em prática ações emergenciais. "A resposta rápida do Governo está dando certo, pois o fato aconteceu em pleno sábado e já temos máquinas e tubulação no local. Hoje (domingo) vamos colocar os dutos na parte externa das cabeceiras da ponte de duplicação da BR 101, por onde ainda não circulam carros. Quanto mais rápido conseguirmos agir, menos dificuldades teremos para a população", destacou o vice-governador.

De acordo com o diretor-presidente da Deso, a interdição da BR 101 aconteceu apenas no domingo. "As obras continuarão ao longo da noite e da semana, mas não vão interferir no tráfego de veículos", informou.
O Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit) e o Exército já foram mobilizados também para atuar, e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen) está colaborando. De acordo com Belivaldo Chagas, o Governo do Estado está se mobilizando com todos os seus órgãos. "Se houver necessidade de mobilizar maquinário e pessoal do Exército, que está trabalhando naquela região, eles já se colocaram a disposição também. Todos estão à postos e com boa vontade para que a gente diminua o sofrimento no decorrer dessa semana", afirmou.

Causas – As causas da queda da ponte e do rompimento da adutora ainda são desconhecidas. Durante reunião realizada ontem ficou definido que será criada uma comissão para analisar o fato. "A ponte é do Governo Federal e as tubulações passavam lá há bastante tempo. O Governo do Estado, juntamente com o Federal, vai montar uma estrutura para apurar o ocorrido e o porquê da ruptura da estrutura. Acho que, neste momento, temos que concentrar esforços para achar uma solução emergencial para 1 milhão de pessoas da Grande Aracaju", relatou Carlos Melo.

Segundo o coordenador estadual da Defesa Civil, é prematuro fazer avaliações neste momento sobre causa do desabamento. "Existem várias possibilidades que serão levantadas com estudos de especialistas junto com a comissão. Algumas verificações devem ser feitas em outras pontes que realizam serviço para a Deso. Este é um serviço continuado, e como exemplo temos o caso da ponte do Parque dos Cajueiros, na qual o Governo do Estado fez manutenção. Há uma preocupação com relação a isso e o serviço de acompanhamento das estruturas é permanente e necessário para que a gente não seja surpreendido com acontecimentos desse tipo", afirmou Mendes.

O governador Jackson Barreto acompanha o fato das adutoras desde o início. No domingo ele retornou da III Reunião dos Governadores do Nordeste, em Natal, e, logo em seguida, se deslocou para o trecho onde estão sendo realizadas as obras de construção da adutora emergencial.

Quase 1 milhão enfrentam a falta de água

Com o rompimento das duas adutoras, o abastecimento de água de cerca de 1 milhão de moradores de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão foi prejudicado.
Segundo a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), o sistema está operando com apenas 30% da oferta habitual. O governo estadual discute decretar situação de emergência ainda hoje. Obras emergenciais para a construção de uma nova adutora foram iniciadas na noite de sábado, mas a previsão da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) é de que a primeira parte dos trabalhos só seja concluída na sexta-feira (15) – após o que, serão necessários entre um ou dois dias para normalizar o fornecimento.
Os bairros mais afetados são os da zona norte de Aracaju. Nas áreas mais altas, como o bairro Palestina, em Aracaju, e Jardins, em Socorro, os moradores estão enfrentando dificuldades para garantir água para o consumo básico.

O presidente da Deso, Sérgio Melo, garantiu que estão sendo feitas operações para que nenhum bairro ou município fique mais de 24 horas sem água. Os bairros da zona sul de Aracaju, abastecidos pelos sistemas Cabrita e Poxim terão o fornecimento de água reduzido em função do rodízio.
Uma operação com carros pipa está sendo planejada para atender, primeira e emergencialmente, a hospitais, postos de saúde municipais e estaduais e estrutura judiciária. Posteriormente, os veículos serão destinados para a população de localidades mais prejudicadas pela falta de água.
De acordo com a Defesa Civil, o Estado decretou situação de emergência. Isso ocorreu com o objetivo de viabilizar as ações emergenciais e também proporcionar a captação de recursos federais para a realização das obras provisórias e definitivas de recuperação das adutoras.

O Estado pede a colaboração da população para que continue economizando água e destaca que todo o Governo está preocupado, atento e atuando com a expectativa de que no decorrer desta semana o plano emergencial seja cumprido e, posteriormente, a obra definitiva seja realizada.
Em Aracaju o rompimento da Adutora do São Francisco compromete o abastecimento dos bairros Aeroporto, Augusto Franco, Aloque, Atalaia, Aruana, Pov. Areia Branca, Capucho, Castelo Branco, Centro Administrativo, Coroa do Meio, DIA, Farolândia, Jabotiana, Jardins, Grageru, Inácio Barbosa, Luzia, Médici, Mosqueiro, Orlando Dantas, Parque dos Coqueiros, Pereira Lobo, Ponto Novo, Robalo, Salgado Filho, Santa Lúcia, Santa Maria, Santa Tereza, São Conrado, São José, Sol Nascente, Suissa, Terra Dura, 13 de Julho, Várzea Grande, Santo Inácio e parte do Bugio. Entre os municípios interioranos diretamente afetados com o rompimento da adutora estão as cidades de São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro.

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