A presidente estadual do PSTU, Vera Lúcia, comentou ontem o rompimento da adutora da Companhia de Saneamento Básico de Sergipe (Deso) com o desabamento de uma ponte no município de Laranjeiras. Vera defende que sejam esclarecidas as causas do incidente. Mesmo assim, a líder da agremiação já se adianta e afirma que uma política de fortalecimento da Deso como empresa pública poderia ter evitado o rompimento.
"Hoje o governo Jackson desistiu da Deso. Não compreende a importância dessa companhia para o povo sergipano. Será que se tivéssemos uma companhia capitalizada, sem terceirizações, com investimento em mais mão de obra qualificada própria e tecnologia, este desastre não poderia ser prevenido?", questiona Vera.
Para o PSTU, o avanço das terceirizações é prejudicial à boa prestação de serviços. Vera defende uma auditoria pública independente nos contratos de terceirização da Deso. Ela lembra que o sindicato dos trabalhadores da empresa, o Sindisan, já fez inúmeras denúncias sobre demora ao atendimento de pedidos de ligação de água que chegariam a até dois anos de espera. Todas as ligações no Estado são feitas por uma empresa terceirizada.
"A Deso tem hoje quase 1.100 trabalhadores terceirizados, segundo o Sindisan. Eles recebem salários menores, têm menos direitos e são mais explorados. Pelas denúncias constantes, podemos ver claramente que a empresa terceirizada não tem compromisso nenhum com o bom atendimento à população. Terceirização é igual a menos direitos para os trabalhadores, mais lucros para os empresários e não é garantia de serviço de boa qualidade. Por isso somos contra o Projeto de Lei 4330/2014 que amplia a terceirização no Brasil e defendemos o fim das terceirizações na Deso", argumenta.


