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HIPÓTESE SOCIOLÓGICA


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Publicado em 19 de março de 2024
Por Jornal Do Dia Se


* Carlos Vila Nova

Grata satisfação ter lido Cidadania, Classe Social e Status, livro do sociólogo inglês Thomas Marshall, do ano de 1950, versão traduzida em português, decorrente de uma atividade acadêmica, com discussão em sala de aula.
O autor faz uma verdadeira estratificação da cidadania na Inglaterra, mencionando os direitos civis, políticos e sociais como determinantes para o indivíduo e coletividade exercerem o seu papel de forma promissora na sociedade. Mais interessante ainda, quando faz menção a uma denominada “hipótese sociológica”, na qual expõe uma tese para a manutenção do equilíbrio social, facultando uma convivência saudável entre os economicamente muito desiguais. A fórmula que ele aponta parece simples sob o ponto de vista teórico, tendo em vista que consistiria na garantia dos direitos sociais para toda a população, gerando tolerância dos menos favorecidos e a quebra da tensão entre as classes.
Pelas resenhas e comentários que li e ouvi, as considerações a respeito da denominada “hipótese sociológica” levam a concluir que essa teoria se enquadraria no contexto brasileiro, que tem precariedade nos serviços públicos mais elementares como saúde, educação, emprego, moradia e segurança; assim como, elevados níveis de desigualdade socioeconômica.
O livro de Marshall expõe uma fórmula simples e até mágica. Tal qual, a primorosa Carta Magna de 1988, que possui texto também virtuoso, com o desiderato da igualdade, fraternidade, justiça e de garantia dos direitos sociais fundamentais.
No entanto, falta a robustez de vontade em promover substanciais avanços sociais e disposição razoável de determinados segmentos sociais em ceder espaço.
A célebre frase do presidente Tancredo Neves foi notabilizada, de acordo com publicações da época, visualizadas com facilidade na internet com o seguinte teor: – enquanto houver, neste país, um só homem sem trabalho, sem pão, sem teto e sem letras, toda prosperidade será falsa.
Nesse tom e nesse grau de perfeição, irrealizável no plano humano. No entanto, urgem necessários avanços, diante das mais embaraçosas disparidades existentes.
Nesse toar, nada impede que os bons textos e as boas palavras tenham certo nível de observância; uma vez que, sem pragmatismo, os escritos e palavras ficam só como meras hipóteses ou como teorias que se perdem no campo da abstração.

* Carlos Vila Nova, advogado, escritório em Estância, bancário aposentado

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