A proposta de Orçamento enviada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional estima um corte de ao menos 50% em verbas para bancar programas como Mais Médicos, Farmácia Popular e outros. A proposta faz pensar em um dito popular pleno de verdade, segundo o qual um homem se conhece mais por seus atos do que por suas palavras.
Em plena campanha, Bolsonaro propõe deixar programas sociais à míngua, sem justificativa, sem observar os efeitos nocivos de canetada tão arbitrária na realidade concreta dos brasileiros mais pobres. A menos de 20 dias das eleições, a tesourada do presidente mostra como ele pensa, o que vai em seu coração, quem Bolsnaro realmente é.
Criado em 2013 pela presidente Dilma Rousseff, o programa Mais Médicos estabeleceu um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde para levar médicos ao interior do Brasil, reforçando o atendimento básico de saúde. O programa Farmácia Popular, por sua vez, distribui medicamentos básicos gratuitamente ou com desconto de até 90% para hipertensão, diabetes, asma, entre outras doenças, por meio de farmácias privadas conveniadas. Criado em 2004, ele também entrega produtos como fralda geriátrica e anticoncepcionais.
Apesar da enorme relevância dos programas sociais mantidos pelo Ministério da Saúde, o governo Bolsonaro os deixa à míngua, a pão e água, ignorando a dor dos brasileiros mais pobres, para a surpresa de ninguém. O presidente já afirmou que não enxerga a fome nas ruas das grandes cidades brasileiras. Assim, nada mais natural, ele também não reconhece a enorme carência dos famintos.


