O golpismo de viés bolsonarista finalmente chegou às vias de fato – Um esforço criminoso que não foi desferido sem aviso, sem precedentes.
O ex presidente Bolsonaro insuflou um levante golpista desde o primeiro dia do seu mandato. Alusões à extinção do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, sempre fizeram parte da retórica adotada pelo sujeito, mesmo no exercício do cargo conquistado nas urnas. Alheio a suas responsabilidades e ao decoro, ele criou todas as condições morais e materiais para o terrorismo que assaltou Brasília, governou em benefício exclusivo dos criminosos simpáticos a suas pretensões autoritárias, intolerantes.
Caracterizar o levante golpista realizado em Brasília como simples manifestação democrática seria um eufemismo. Trata-se, isso sim, de terrorismo. Os criminosos que invadiram a praça dos três poderes, depredando as instalações do Supremo, Planalto e Congresso Nacional, precisam ser presos e punidos de forma exemplar. Mais ainda: é preciso chegar aos financiadores e organizadores das invasões bárbaras. Os beneficiados pela baderna e o vandalismo, ao contrário, são figuras públicas, conhecidos por todos.
O governador do Distrito Federal, um bolsonarista declarado, já está sendo cobrado pela opinião pública, em função da leniência flagrante com que tratou o levante iminente. Já há quem fale em impeachment. Mas a mão pesada da Lei não pode se satisfazer com a punição dos soldados rasos, reles executores de ordens. Um movimento golpista com o volume visto no último fim de semana não é organizado da noite para o dia, sem muita articulação e uma grande soma de recursos. Tem bandido graúdo por trás do terrorismo bolsonarista.


