O déficit habitacional, o enorme peso econômico da construção civil, a necessidade de gerar empregos, eis aqui algumas boas razões para o poder público investir em moradia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem o projeto de lei do novo programa Minha Casa, Minha Vida. Entre as novidades, estão a ampliação do acesso de faixas de renda; a redução de taxas; e o aumento do subsídio para aquisição de imóveis.
Durante a cerimônia de lançamento, Lula lembrou que o déficit habitacional é um problema histórico e crônico no Brasil. Segundo ele, o programa realiza, portanto, uma reparação histórica.
De acordo com o Planalto, as novas regras permitirão que a população de rua também acesse o programa. A previsão é de que, até o final do ano, sejam entregues mais 8 mil unidades habitacionais, e que 21,6 mil obras sejam retomadas. A meta é contratar 2 milhões de moradias até 2026.
Levantamento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias demonstra que a maior parte do enorme déficit habitacional observado no Brasil atinge famílias com renda mensal de até três salários mínimos. Em verdade, no entanto, a demanda por moradia também alcança consumidores de rendas intermediárias, que viram o mercado de trabalho ficar instável nos últimos anos e o crédito imobiliário mais escasso. Estes podem comemorar a mudança de rumo das políticas habitacionais no país.

