Serviços públicos, ainda mais em contexto de crise, precisam ser prestados de modo exemplar. Ante mal feito, seja por força de incompetência, seja por força de má fé, cabeças são cobradas, cabeças precisam rolar.
O governo federal anulou o leilão de compra internacional de arroz após denúncias de que as empresas vencedoras não eram do ramo e não tinham capacidade para realizar a importação. Ato contínuo, o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, pediu demissão e foi prontamente atendido. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o auxiliar será exonerado. Outros ainda podem seguir o mesmo caminho.
Melhor assim. O leilão arrematou 263,7 mil toneladas de arroz importado com objetivo de evitar alta dos preços, em função da emergência climática que devastou o Rio Grande do Sul. Depois de convocar as empresas vencedoras, a Companhia Nacional de Abastecimento constatou que elas não tinham capacidade para honrar o contrato.
Um novo edital revisado será lançado, com auxílio da Advocacia Geral da União e da Controladoria-Geral da União, a bem da transparência e da lisura. Os contribuintes agradecem.


