A demora para promover uma licitação visando o transporte coletivo de passageiros é o maior demé- rito da gestão Edvaldo Nogueira. Quarta-feira, um ônibus bateu de frente em uma marquise. Faltou freio. Sobraram quatro feridos. Foi pura questão de sorte o acidente não ter resultado em vítimas fatais.
O Jornal do Dia denuncia a precariedade do transporte coletivo na capital sergipana há anos. Não bastasse o preço abusivo da passagem, um verdadeiro assalto, o trabalhador ainda tem razões de sobra para temer o pior, como o caso em tela demonstra mais uma vez.
Reclamação não falta. A cada novo aumento na tarifa, os usuários fazem questão de lembrar que já arcam com um custo descabido, tendo em vista a baixa qualidade do serviço usufruído. Ônibus imundos, entupidos de gente, conduzidos sem qualquer respeito pelos passageiros, são regra. Mas as autoridades fazem ouvido de mercador.
Com a pretensão de se manter à frente da Prefeitura de Aracaju por mais um mandato, uma ambição justificada pela gestão responsável que vem realizando, Edvaldo não deveria arrefecer diante dos obstáculos impostos por interesses de ordem econômica representados pelo Setransp, sob pena de ser cobrado pelo desconforto e o perigo cotidiano obrigados ao eleitor.
Promessa é dívida. A intenção de licitar o transporte coletivo de passageiros, não custa lembrar, foi declarada em plena campanha pelo candidato Edvaldo Nogueira. Não pegaria bem para o prefeito passar uma borracha nos discursos realizados há tão pouco tempo, a troco de nada.


