Mais Médicos atende em 48 municípios sergipanos

Milton Alves Júnior
miltonalvesjunior@jornaldodiase.com.br

O Estado de Sergipe vai fechar o ano de 2014 com a assistência do programa federal Mais Médicos dentro da previsão apresentada em dezembro do ano passado. Com 151 médicos atuando em 48 municípios, sendo 119 deles oriundo de Cuba, mais de 180 mil sergipanos já foram atendidos por estes profissionais que começaram a chegar em Sergipe no segundo semestre de 2013. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde, em nenhuma parte do mundo não há um programa dessa natureza que tenha sido implantado em tão pouco tempo e gerado tamanho benefício em curto prazo. Antes do Mais Médicos, o Brasil tinha uma média de 1,8 médicos por mil habitantes. Já Sergipe, estava abaixo da média nacional com 1,3 profissionais.

Em junho deste ano o ministro da Saúde, Arthur Chioro, esteve em Aracaju para participar de eventos relacionados à saúde pública e na ocasião aproveitou para fazer uma análise prévia do programa na menor unidade federativa do país. Segundo Chioro, diante dos avanços já registrados até o momento, a perspectiva é que em 2015 os dados positivos sejam ainda mais satisfatórios. Em média, cada profissional que atua nesse programa chega a atender cerca de 30 pessoas por dia nos mais variados municípios sergipanos, incluindo a capital Aracaju que também é beneficiada pelo Governo Federal. Para o deputado federal Rogério Carvalho, incentivador do programa, o Sistema Único de Saúde (SUS) apresentou melhorias depois que a presidenta Dilma Rousseff criou o programa.
Ainda segundo o parlamentar, a quantidade de médicos brasileiros não era suficiente para atender a atual demanda de forma rápida e eficaz. "O ‘Mais Médicos’ representa uma nova chance para o SUS, pois, na maioria das vezes, faltava o principal para se desenvolver a saúde pública no Brasil, que é o profissional. Os pontos positivos estão surgindo com maior intensidade e temos certeza que resultará e maior progresso no próximo ano que se aproxima", declarou. Antes de o programa ser criado, a população foi às ruas exigir mudanças imediatas por parte do Governo Dilma. A mesma situação de calamidade pública enfrentada por Sergipe também se apresentava em outros 22 estados.

No contexto nacional, o Mais Médicos leva profissionais para o interior e periferias de grandes centros, e já conta com mais de 14 mil médicos alocados em unidades básicas de saúde de quase quatro mil municípios. Em menos de um ano, a iniciativa do governo federal já impacta na vida de 49 milhões de brasileiros. Apesar desses números robustos, a população ainda clama por um atendimento mais qualificado.
Segundo a doméstica Valcira dos Santos, de 33 anos, é preciso que os governantes invistam mais em estrutura hospitalar e ampliação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A partir desse investimento, o SUS deve se tornar menos criticado pelos usuários. "Eu moro em Nossa Senhora do Socorro e lá já fui atendida por um cubano. Lembro que no início foi difícil se comunicar com ele, mas hoje já está bem melhor. O que peca ainda é a estrutura que não deixa a gente ser atendido como a gente quer. O médico tem, mas muitas vezes falta remédio, esparadrapo e atadura", lamentou.

O primeiro grupo de cubanos desembarcado em Aracaju ocorreu no dia 28 de agosto do ano passado quando chegaram 19 profissionais. Em 13 de setembro foram mais 12; seguidos de 28 no dia 30 de novembro; e mais 24 no último mês de maio. Os demais que compõem a lista de 151 chegaram em menor grupo ao longo dos últimos meses.
Levantamento feito pelo Ministério da Saúde em cidades sergipanas que participam do programa aponta crescimento de 40% no número de consultas realizadas nas unidades básicas de saúde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), a perspectivas é que no próximo mês de janeiro resultados mais positivos sejam apresentados. Essa previsão é possível em virtude dos dados apontados no inicio desse ano quando até janeiro foram contabilizadas 103.348 consultas no estado contra 73.824 no mesmo período de 2012 quando a população ainda não contava com o reforço dos profissionais.

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