O uso de máscaras de proteção facial, o cuidado com a higiene constante das mãos, o distanciamento social são os maiores obstáculos às infecções virais, previnem tanto o simples resfriado, quanto a Covid-19 e a Influenza A provocada pelo vírus H3N2. Trata-se aqui de procedimentos muito simples, ao alcance de todas as pessoas, com o potencial de evitar desfechos dramáticos.
A pandemia ainda em curso demonstra que a informação embasada pode servir de instrumento a serviço da saúde pública. Assim, convém apresentar o agente invisível por trás de uma sigla tão antipática. O H3N2 é um subtipo de influenzavírus, provoca sintomas parecidos aos de uma gripe comum e com os efeitos da Covid-19 no organismo infectado. E pode ser letal.
Aqui ao lado, no estado vizinho, já foi registrado o primeiro óbito por H3N2. A vítima, uma mulher de 80 anos que residia em Salvador e não estava vacinada contra a doença, era portadora de doença cardiovascular crônica e diabete. De acordo com o último boletim divulgado pelo Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lancen-BA), a Bahia registrou 170 casos de Síndrome Gripal (SG) com resultado positivo para Influenza A H3N2. Destes, 48 evoluíram para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e necessitaram de hospitalização.
Em Sergipe,op Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) confirmou mais de 50 exames positivos para H3N2. Já foram confirmados casos em Aracaju, Boquim, Capela, Gararu, Graccho Cardoso, Itabaianinha, Nossa Senhora do Socorro, Riachão do Dantas, São Cristóvão e Siriri. Evitar o contágio é relativamente fácil. Basta dar ouvidos à Ciência, manter o distanciamento social e evitar aglomerações.


