Mais uma crise

 

Coronavírus, crise no mercado internacional de 
petróleo, pibinho. Quem apostou no cresci
mento da economia brasileira durante os primeiros anos do governo Bolsonaro, certamente já revisou as próprias projeções. As reformas promovidas desde o governo Temer, em meio a um cenário político o mais conturbado, ainda não entregaram o prometido.
A segunda-feira foi um dia de caos nos mercados globais, Brasil incluído. Com a guerra comercial deflagrada pela Rússia, tendo em vista o controle do mercado mundial de petróleo, o horizonte da economia brasileira, nublado há anos, escureceu de uma vez.
Ontem, a bolsa brasileira despencou 12,17%. Para quem não está familiarizado com as cifras do mercado internacional, basta mencionar que se trata aqui da maior queda percentual diária desde setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. As ações da Petrobras lideraram as perdas, com um tombo de quase 30%.
Esta é uma crise de contornos econômicos e também políticos. A organização dos grandes produtores de petróleo gostaria que Moscou concordasse em regular o volume de produção após a crise atiçada pelo coronavírus, que diminuiu a demanda internacional. Como o governo Putin não quis acordo, os sauditas responderam no domingo anunciando que venderão uma quantidade maior de petróleo no próximo mês, aumentando a oferta, fazendo cair o preço bruscamente com o objetivo de ampliar sua fatia no mercado internacional.
Como se vê, desta vez a crise responde a fatores externos. Preocupa, no entanto, a falta de aptidão do governo brasileiro para lidar com o problema. Ao contrário do que prega o ministro Paulo Guedes, para aquecer a economia não bastará realizar reformas.

Coronavírus, crise no mercado internacional de  petróleo, pibinho. Quem apostou no cresci mento da economia brasileira durante os primeiros anos do governo Bolsonaro, certamente já revisou as próprias projeções. As reformas promovidas desde o governo Temer, em meio a um cenário político o mais conturbado, ainda não entregaram o prometido.
A segunda-feira foi um dia de caos nos mercados globais, Brasil incluído. Com a guerra comercial deflagrada pela Rússia, tendo em vista o controle do mercado mundial de petróleo, o horizonte da economia brasileira, nublado há anos, escureceu de uma vez.
Ontem, a bolsa brasileira despencou 12,17%. Para quem não está familiarizado com as cifras do mercado internacional, basta mencionar que se trata aqui da maior queda percentual diária desde setembro de 1998, ano marcado pela crise financeira russa. As ações da Petrobras lideraram as perdas, com um tombo de quase 30%.
Esta é uma crise de contornos econômicos e também políticos. A organização dos grandes produtores de petróleo gostaria que Moscou concordasse em regular o volume de produção após a crise atiçada pelo coronavírus, que diminuiu a demanda internacional. Como o governo Putin não quis acordo, os sauditas responderam no domingo anunciando que venderão uma quantidade maior de petróleo no próximo mês, aumentando a oferta, fazendo cair o preço bruscamente com o objetivo de ampliar sua fatia no mercado internacional.
Como se vê, desta vez a crise responde a fatores externos. Preocupa, no entanto, a falta de aptidão do governo brasileiro para lidar com o problema. Ao contrário do que prega o ministro Paulo Guedes, para aquecer a economia não bastará realizar reformas.

 

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