Marcha dos trabalhadores é realizada na capital

Milton Alves Júnior

Em alusão ao Dia Nacional do Trabalhador Rural, comemorado ontem, cerca de mil interioranos se reuniram na entrada de Aracaju para promover a tradicional marcha dos trabalhadores. Realizada pelo nono ano consecutivo, entre os participantes estavam integrantes do Movimento Sem Terra (MST) e dos conselhos municipais de desenvolvimento sustentável dos municípios de Poço Redondo, Canindé do São Francisco, Barra dos Coqueiros e Tobias Barreto. A marcha, que começou por volta das 9h, foi concluída às 17h30 na Praça General Valadão, centro da capital.

Avaliando o ato como positivo e construtivo, Esmeraldo Leal, membro da comissão organizadora, garantiu que o objetivo da caminhada foi alcançado e que ao longo do percurso foi possível contar até com 15 mil pessoas. "Nesse momento percebe-se que muitas pessoas estão na praça pra concluir o dia festivo, porém durante todo o dia milhares de pessoas puderam participar direta ou indiretamente. Mais uma vez pudemos reunir um grande número de sertanejos que residem em municípios diferentes, isso pra nós é o bastante", ressaltou. Ainda durante a marcha, foi realizado um ato público na Praça Ranulfo Prata, próximo ao Cemitério da Cruz Vermelha.

O intuito da manifestação era acompanhar a reunião de alguns líderes comunitários junto à direção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Entre as pautas estava a solicitação para liberação de recursos no valor de RS 12 mil para os assentados dos povoados Barra da Onça, Flor da Serra e Pedra Grande, todos localizados no município de Poço Redondo. "Hoje contamos com quase 400 famílias esperando a ajuda do Governo Federal, mas alguns impasses ainda burocratizam o repasse dessa verba e isso nos prejudica, corroe e tira do cidadão o prazer de viver. O povo do sertão tem a fama de vida sofrida, e sem essa ajuda a situação fica mais difícil", concluiu Leal.

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