Quinta, 30 De Novembro De 2023
       
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Missionária belga "Irmã Francisca" recebe título de cidadã sergipana


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Publicado em 12 de junho de 2012
Por Jornal Do Dia


Em sessão especial realizada no início da noite desta segunda-feira a Assembleia Legislativa conceceu o título de cidadã sergipana à missionária Mathilda Antoniette Christine Hendriex, mais conhecida como "Irmã Francisca". A homenagem foi uma proposta da deputada estadual Ana Lúcia (PT), pelos seus 44 anos de luta da religiosa em favor dos mais necessitados e por reforma agrária na região do Baixo São Francisco.

A sessão foi presidida pela presidente Angélica Guimarães (PSC) e prestigiada por diversas pessoas, entre autoridades, religiosos, entre ele o bispo da Diocese de Propriá, Dom Mario Rino Sivieri, e comunidades ligadas ao Movimento Sem Terra e quilombola, entre outros presentes. A saudação à homenageada foi feita pela autora da propositura, deputada Ana Lúcia. Para ela, homenagear a religiosa é homenagar todos que lutam juntos por justiça e mudança social.

"A Assembleia Legislativa presta nesse momento excepcional homenagem ao outorgar o título à freira das Irmãs de Caridade de Namur, Mathilda Hendriex", disse. Em seu discurso, a deputada petista relatou um pouco da trajetória e história de Irmã Francisca em terras sergipanas e seu trabalho em defesa dos mais pobres, especialmente nas causas sociais e pela reforma agrária.

Ao iniciar seu pronunciamento, diante de dezenas de pessoas de várias comunidades por onde trabalhou nessas mais de quatro décadas em Sergipe e outros amigos, Irmã Francisca disse que tudo já havia sido dito por Ana Lúcia, mas queria acrescentar que todos tivesse consciência de que o título recebido é de todos. "Porque foram os sergipanos que fizeram de mim aquela que sou hoje e agradeço a Deus e a vocês todos. É uma imensa gratidão estar aqui hoje, vivendo essa ação de graças", declarou.

Natural da cidade flamenga de Wilderen, na província de Namur, no norte da Bélgica, a missionária Mathilda Hendriex chegou a Sergipe em 1968. Foi em pleno de política conturbado que ela chegou ao Brasil, juntamente com mais três missionários belgas. Japaratuba foi o município, atendendo a um chamado do bispo da Diocese de Propriá, Dom José Brandão de Castro, para se juntar a outros belgas já residentes, entre eles Gérard Lothaire Jules Olivier, ou Padre Geraldo, ex-prefeito de Japaratuba, para ajudar as populações menos favorecidas da região.

Durante sua vida em Sergipe sempre estave lutando em favor das causas do povo e por reforma agrária, inspirada em Dom José Brandão de Castro, Pedro Casaldáliga, Frei Beto e Leonardo Boff.  Já entre 1973 e 1974, o grupo de Francisca, a Congregação Irmãs da Caridade, deixou a cidade de Japaratuba e foi atuar com posseiros na tensa região de Canhoba, onde havia muitos conflitos por terra. Foi para trabalhar na roça, evangelizar e conscientizar o povo "de que a terra era direito de todos".

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