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O alerta Braskem


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Publicado em 02 de dezembro de 2023
Por Jornal Do Dia Se


Maceió afunda de maneira acelerada, alguns centímetros a cada hora. Explorada até o osso, por assim dizer, por uma empresa mineradora, a Braskem, a capital alagoana se vê obrigada a deslocar comunidades inteiras do dia para a noite, desalojando milhares de cidadãos, criando verdadeiros desertos urbanos, bairros fantasmas.
A Defesa Civil de Maceió informou, no fim da manhã de ontem (1º), que a área ao redor da mina 18 da Braskem está afundando em uma velocidade de 2,6 cm por hora. Em nota, o órgão afirmou estar em “alerta máximo”. O deslocamento vertical acumulado na área da mina é de 1,42 m. A recomendação é que a população passe longe da área desocupada.
O sistema usado pela Braskem para explorar a mina é feito por um poço cavado, em que se injeta água para a camada de sal, gerando assim a salmoura. A solução é retirada das minas, preenchidas depois com material líquido para dar estabilidade ao solo. Em Maceió, esse processou durou de 1979 a 2019.
Em 40 anos de exploração, as minas sob a superfície de Maceió sofreram o efeito do extrativismo mais predatório. A população vê o chão sumir sob os pés. A instabilidade no solo agora é percebida a olho nu. 
O caso Braskem serve de alerta. Em Sergipe, onde a exploração de potássio se dá de maneira mais ou menos continuada, décadas a fio, convém se antecipar ao pior, aprender com a dura lição imposta à população de Maceió.
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