Após dois anos de atraso, hi ato que remete às dificuldades geradas pela pandemia de coronavírus ao mesmo tempo em que sublinha as prioridades do governo de turno em Brasília, o censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística finalmente venceu crise sanitária e restrições orçamentárias para Visitar o Brasil. Antes tarde do que nunca.
O Censo do IBGE é fundamental na formulação de políticas públicas consequentes, atentas ao perfil demográfico, econômico e social da população. Trata-se de conhecer os brasileiros, saber como eles vivem, a realidade da população nos quatro cantos do país, em suma.
Segundo estimativas do IBGE, os recenceadores visitarão 89 milhões de endereços, sendo 75 milhões de domicílios. A estimativa é de que sejam contadas cerca de 215 milhões de pessoas. Convém mencionar, entretanto: os recursos indispensáveis ao trabalho de campo só foram disponibilizados após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que agiu para garantir os 2,3 bilhões de reais necessários para a operação.
Ontem, o presidente Jair Bolsonaro fez questão de ser o primeiro brasileiro entrevistado pelos agentes do IBGE. Em verdade, no entanto, por vontade própria, ele não moveria uma palha para ter informação confiável a respeito de moradia, renda e emprego. O atraso no Censo nunca foi lamentado por Bolsonaro, alheio ao Brasil real. Que as informações levantadas agora pelo IBGE, após intervalo tão prolongado, portanto, sejam úteis ao próximo presidente.


