O futuro logo ali

O presidente assinou ontem a Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis

.

No que diz respeito ao imperativo da transição energética, com o potencial de reduzir a emissão de poluentes na atmosfera, criando ao mesmo tempo milhões de emprego, gerando renda, o discurso do governo federal soa bem, perfeitamente afinado. Na prática, contudo, a as resoluções do governo parecem restritas a misturar uma porcentagem ainda maior de etanol à gasolina comercializada nos postos brasileiros.

O presidente assinou ontem a Lei Combustível do Futuro, que incentiva a produção e uso de combustíveis sustentáveis. De acordo com o texto, a margem de mistura de etanol à gasolina passará a ser de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. Atualmente, a mistura pode chegar a 27,5%, com o mínimo de 18% de etanol.

Em oportunidade anterior, o Ministério de Minas e Energia explica que a política de transição energética está apoiada em dois instrumentos centrais: A criação do Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte), com a participação de diversos atores públicos e privados. E o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), ainda em vias de ser elaborado, articulado com outras iniciativas governamentais, como o PAC, o Plano Clima, a Nova Indústria Brasil e o Pacto pela Transformação Ecológica.

A transição energética é urgente e também estratégica, com o potencial de posicionar o Brasil como o principal ator em matéria de energia limpa e renovável em todo o mundo.

Potencial para a exploração de energia eólica e solar, vocação e tecnologia para a produção de biocombustíveis, o país tem de sobra. Antes, no entanto, precisa superar a dependência dos combustíveis fósseis, virar a página do atraso de uma vez por todas. Neste caso, condições ambientais e capacidade técnica não bastam. É imprescindível dispor também de uma grande reserva de vontade política.

Compartilhe esta notícia