A apreensão regular de drogas, em volume e regularidade cada vez maior, evidencia que o comércio de entorpecentes não atende apenas ao varejo das bocas de fumo
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As páginas policiais não deixam margem para dúvida: o crime organizado já se abancou por cá e disputa o território estadual com o governo de Sergipe. A apreensão regular de drogas, em volume e regularidade cada vez maior, evidencia que o comércio de entorpecentes não atende apenas ao varejo das bocas de fumo. Sergipe está no mapa do tráfico.
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Na madrugada desta quinta-feira (7) policiais rodoviários federais prenderam um homem que transportava 14 kg de substância análoga a maconha nas imediações do km 23 da BR-101, no município sergipano de Malhada dos Bois.
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No mesmo dia, militares do Batalhão de Polícia de Radiopatrulha (BPRp) apreenderam de 30 pés de maconha cultivados em uma estufa no bairro São José, Zona Sul de Aracaju. A ação ocorreu após denúncias de moradores e comerciantes sobre o forte cheiro da droga e intensa movimentação de pessoas em um imóvel aparentemente abandonado.
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Trata-se aqui de dois casos, com particularidades e semelhanças. O pano de fundo, contudo, é o mesmo: enquanto o Estado enxuga gelo, o crime organizado prospera.
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Sem mirar a estrutura das organizações criminosas, o trabalho da polícia sergipana resulta muito limitado. Resolve problemas pontuais, mas não resgata o território cobiçado pelo poder paralelo, imposto por força de armas, coação, intimidação, o território já na mira e sob o domínio dos traficantes.


