O papelão da Emsurb

Não bastasse a qualidade errática do serviço, há também pendências de ordem administrativa e até legais

.
Caos completo, como se viu nos anos de triste memória da derradeira gestão João Alves Filho, ainda não foi instaurado. Sob a prefeita Emília Corrêa, no entanto, a coleta de lixo nas ruas de Aracaju deixa muito a desejar.

.
Não bastasse a qualidade errática do serviço, há também pendências de ordem administrativa e até legais. Ontem, os funcionários da empresa Renova, que faz a coleta de lixo em Aracaju, paralisaram as atividades mais uma vez, pelas mesmas razões de paralisação anterior: querem receber pelo trabalho realizado.

.
A empresa contratada pela prefeita Emília não se manifestou sobre o assunto. A Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), por sua vez, atuou como uma espécie de advogado. Ao invés de cobrar a devida pontualidade nos compromissos trabalhistas, o ente municipal informou que o pagamento dos funcionários da Renova foi creditado na noite de segunda-feira.

.
O lixo produzido diariamente pelos moradores de Aracaju vale um dinheirão. A cobiça das empresas especializadas na coleta e descarte de resíduos, um serviço indispensável no dia a dia de toda cidade encontra na capital sergipana uma grande oportunidade de lucro, acirrando uma disputa empresarial fraticida, com prêmio acumulado de alguns bons milhões.

.
O Jornal do Dia lembra mais uma vez: É imperativo que a Prefeitura de Aracaju se atenha sempre ao interesse público e conduza a contratação de qualquer empresa com a maior isenção e transparência. Qualquer mácula de suspeição resulta em prejuízo irreparável – se não ao erário, à imagem da própria administração municipal, devedora de todos os aracajuanos.

Compartilhe esta notícia