O PDT e a sucessão municipal

* Evandro Galdino

Ainda é cedo para discutir a sucessão municipal. Talvez não seja cedo, no entanto, para discutir os rumos que queremos que a cidade tome a partir do próximo ano.
Em Aracaju, o PDT vem capitaneando um projeto extremamente bem-sucedido de cidade nos últimos sete anos. É um projeto reconhecido pela população, que vê em Edvaldo Nogueira um dos melhores prefeitos da história da nossa capital. Esse projeto transformou a cidade e mostrou que é possível combinar desenvolvimento, modernidade, qualidade de vida e justiça social.
Mas em toda eleição, há o risco de que um projeto bem-sucedido de cidade seja interrompido. Aracaju viveu algo parecido há alguns anos.
É justamente a garantia de que a nossa cidade não vai passar novamente por trauma parecido que deve nortear toda e qualquer discussão sobre o próximo prefeito da capital. E para o PDT isso passa pelo compromisso com a manutenção do projeto de cidade e seu avanço.
Não se trata de nomes, não ainda. Para o PDT, é fundamental que os critérios e conceitos que guiaram a administração de Edvaldo Nogueira sirvam de plataforma sobre o qual a próxima administração avance ainda mais. Nomes, portanto, são consequências, a seu tempo.
Claro, é salutar para o processo democrático que outras forças apresentem nomes à sucessão do prefeito Edvaldo Nogueira. É natural também que projetos antagônicos surjam nesse processo, legítimos quando respondem a demandas reais de uma sociedade plural e cada vez mais diversificada, com interesses e necessidades variadas e crescentes.
Mas o que o PDT e os aracajuanos construíram nos últimos anos é valioso demais para ser interrompido. E o nosso desejo é que essa matriz desenvolvimentista e moderna se espalhe por todo o estado e referencie outras administrações, alcançando capital político eleitoral como ocorreu nas últimas eleições estaduais.
Nelas, o PDT foi mais que um importante fator de unidade do grupo. Desempenhou um papel fundamental na eleição de Fábio Mitidieri ao governo, mesmo tendo em vista que tinha, em Edvaldo Nogueira, um candidato viável e com altíssima densidade eleitoral.
O PDT sempre foi leal a esse projeto, que extrapola os limites da cidade de Aracaju. E sempre foi leal aos partidos que integram nosso agrupamento. Nas últimas eleições, essa capacidade de renúncia, esse compromisso ético com um projeto de governo, e a capacidade de mobilização do PDT durante a campanha eleitoral deram muito certo: Os 66 mil votos de diferença que Fábio Mitidieri colocou em Aracaju, foram os que garantiram sua vantagem final de aproximadamente 45 mil votos sobre o segundo colocado, garantindo, assim, sua eleição.
Mesmo assim, há quem tente condicionar apoio à sucessão municipal do próximo ano a um possível cenário de disputa majoritária que o prefeito Edvaldo estivesse interessado. O histórico das eleições em Sergipe desaconselha esse tipo de antecipação – sobretudo quando ela só serve para justificar barganhas eleitorais. A política precisa ser mais do que isso.
Assim como diversos setores da sociedade, o PDT também tem nomes para a sucessão de Edvaldo. Ainda é cedo para saber o destino de cada postulante. Há quem defenda um perfil mais político para sucedê-lo e há quem defenda perfis mais técnicos, capazes de avançar o projeto de cidade construído pelo PDT.
Só o tempo vai dizer. É bom lembrar que o tempo na política transcorre de modo muito singular e lideranças se forma no calor das disputas. Se estivermos todos unidos como temos nos conduzido até agora o nome do nosso agrupamento já nasce forte e
A aliança entre o PDT e o PSDj á provou ser extremamente benéfica para o povo sergipano. Agora, o que devemos decidir é como fazer esse projeto que mudou a face de Aracaju continuar avançando, respondendo às demandas da modernidade, combinando inovação, eficiência administrativa e o compromisso inabalável com a justiça social.

* Evandro Galdino, presidente Municipal do PDT

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