* Rômulo Rodrigues
A primeira dose do veneno foi aplicada seletivamente naquele que deu sinais de nunca ter assistido ao filme “O Advogado do Diabo” e, se assistiu, não compreendeu a cena icônica entre Keanu Reeves e Al Pacino que, representando o Diabo diz: Dos sete pecados capitais assumidos pelo homem o que mais admiro é o da Soberba, o orgulho excessivo, a vaidade extrema que o faz se julgar acima de tudo e de todos.
E como todo aquele afetado por uma gota que seja pela vaidade excessiva, o ministro Dias Tóffoli teimou em enfrentar com soberba o enroscado imbróglio do Banco Master e, nem de longe, vislumbrou uma faixa exposta em um assentamento de Sem Terra dizendo: Teimosia com prejuízo só tem quem não tem juízo e ele engrossou o pescoço, teimou e se ferrou.
A serpente venenosa está viva e à espreita para dar quantos botes sejam necessários para atingir o presidente Lula e aí, os helicópteros da Globo sobrevoarão da Vila Euclides em São Bernardo do Campo até o Palácio da Alvorada, num cenário de novela onde ductos saindo do prédio do INSS jorrarão notas de 100 e 200 reais iguais as do saco de lixo malocado num guarda roupa do apartamento alugado pelo deputado federal líder do PL Sóstenes Cavalcante, que com infinita pureza não sabe explicar que, nascido em Alagoas, se elegeu deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro e vendeu uma casa que ainda está à venda em Belo Horizonte, em dinheiro vivo, e ainda não teve tempo de contar a ninharia de 470 mil reais.
A cascavel, animal peçonhento mais venenoso da fauna brasileira, virou uma organização criminosa em Curitiba, trocou a pele chamada Sérgio Moro, o chocalho chamado Gabriela Hardt, as presas chamadas Deltan Dallagnol e, que nem cobra de farmácia está camuflada em um vidro invisível, nas bancadas ditas jornalísticas da Rede Globo, atendendo pelo nome de Malu Gaspar.
A repórter que ostenta a cara mais lavada e gestos mais estressados do vídeo endeusamento das concessões públicas brasileiras começa sempre o dia, todos os dias, criando narrativas iguais as da propaganda nazista para que na ponta da linha do carretel midiático chegue até Lula.
Suas bocas de som tipo altos falantes antigos espalhados por postes de fim de rua, estão bem retratados nas figuras repugnantes de Merval Pereira, Fernando Gabeira, Vera Magalhães e de gente que topa qualquer trabalho sujo, desde que agrade aos patrões que pagam seus escandalosos salários.
A segunda picada de veneno da cascavel foi exatamente a que o abateu na narrativa de Malu Gaspar, ganhou corpo com a aplicação da receita da Organização criminosa de Curitiba tentando envolver o presidente Lula em um crime que ele não cometeu, não comete e nunca cometerá que é se envolver com mal feitos, mas ela dispara seus canhões sobre o ministro Alexandre de Moraes, acusando sua esposa de ter um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master que, seguindo a mesma metodologia da acusação do Triplex e de um sitio contra Lula, não tem documentos comprovando.
Claro que todas e todos da pistolagem midiática sabem e mantém as pautas para que, seguindo o método das mentiras repetidas mil vezes assumem caráter de verdades e as massas absorvem com facilidade porque, além de tudo, eles contam para exercer seus domínios com um quantitativo muito grande de explorados.
A importância metodológica usada por eles se comprova quando as massas voltam suas atenções para os escândalos das falcatruas praticadas pelos opressores e seus agentes contra os oprimidos, estes não dão a devida atenção e envolvimento numa pauta que é crucial para melhorar suas vidadas que é a votação para derrubada da escala 6×1 para que tenham mais um dia por semana para descanso, lazer e dedicar às suas famílias.
É incrível e ao mesmo tempo estarrecedor que os deputados e deputadas das bancadas da Bíblia, do Boi e da Bala, prepostos dos milionários, que só aceitam que os direitos dos pobres sejam aplaudi-los e votar neles e se revoltem com o máximo de descaramento para dizer que vale gás, isenção do Imposto de Renda e fim da escala 6×1 é compra de votos, negando o princípio basilar de cidadania, em nome da defesa de um homem responsável por mais de 700 mil mortes com a pregação do que já causou os maiores morticínios nos últimos 105 anos que é: Deus, Pátria, Família.
O ódio está encrustado nestas 3 palavras interligadas e se manifesta na tentativa de golpe permanente e a histeria toma conta como reação a um samba enredo que conta páginas bem felizes da nossa história e em 2026 o combate civilizatório é enfrentar no voto o PL, União, Progressista, Republicano, para salvar a Democracia, sempre de olho nos golpistas da Polícia Federal.
A indicação de Dias Tóffoli foi um erro crasso do uso do democratismo porém no momento é hora de recorrer a um argumento sólido do vocabulário do Sertão de Caicó; o ministro Dias Tóffoli tem que ser defendido assim: “Ele é prego batido, ponta virada, parafuso cuspido na rosca, nem ata e nem desata e só tora na emenda”!
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


