* Rômulo Rodrigues
A referência ao título é que não passa de uma vaga lembrança de um filme ganhador de Oscar “Os últimos passos de um homem” estrelado por Susan Sarandon e Sean Penn que retrata o drama de um condenado à morte que desperta a compaixão de uma freira caridosa, de onde é sacado o personagem do ator como estereótipo de alguém que resolveu, sem trauma algum, cometer crimes hediondos confiando que a trajetória medíocre e nebulosa do seu pai será suficiente para livra-lo de qualquer julgamento condenatório visto que; bastaria recorrer a bordões que não mais funcionam como: e o PT? E Lulinha? E, sou filho do mito e tudo pode nas palavras sagradas: Deus, Pátria, Família que a multidão de abduzidos me seguirá até á vitória.
Contrariando outro velho bordão, que a justiça tarda mas, não falha, enveredou pelos caminhos do crime na certeza de que com ele e sua família, falharia, porque nunca os iria alcançar. Porém, se deu mal, porque para sua surpresa ela chegou e chegou, chegando; não como uma sumária após serem negados todos os pedidos de clemência e sem ter ao lado o conforto de uma pastora madrasta que lhe ofereça um ombro como amigo lenitivo e sim; apenas o desterro e o esquecimento político.
A vida pregressa deste projeto inacabado de homem começou quando ele tinha 21 anos se elegendo deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro em 2002, sendo eleito por 4 mandatos consecutivos, em que normatizou a rachadinha, que era o confisco de 80% dos salários dos comissionados lotados em seu gabinete, até virar senador em 2018, no rasto do pai, já tendo descoberto que dinheiro fácil, para valer, era ter uma franquia em loja de chocolate famoso, em um Shopping na capital do estado.
Caminhava com passos firmes depois da imposição do pai para substitui-lo na presidência da República quando, o celular de Daniel Vorcaro, até então um batedor de carteiras bem sucedido que foi pego embarcando para um paraíso fiscal em um jato particular dos mais caros que existem e escutou da Polícia Federal um sonoro; o senhor está preso e por favor nos acompanhe; dando início ao inferno astral de Flávio Bolsonaro, sua família e sua roda de queridinhos da política, a partir do seu escalado futuro parceiro de chapa, como vice presidente, senador Ciro Nogueira, o mais contemplado recebedor de presente do bandido, como um apartamento de luxo de 22 milhões de reais, no lugar mais chique e caro de Sampa, valor bem distante do apartamento do Guarujá que serviu para condenar Lula à prisão, sem nunca ser dono do imóvel.
Percebe-se que o badalado Triplex que serviu de base acusatória para a prisão de Lula valia pouco mais de 10% imóvel doado ao indicado a vice de Flávio e não se viu uma única cena de helicóptero sobrevoando num cenário ilustrado por enormes dutos jorrando dinheiro para manter enfurecida a plebe ignara e milhões de descerebrados?
Pois é, o que o Globocop não descobriu porque não recebeu ordens da direção para sobrevoar a igreja Lagoinhas nem a mansão de 6 milhões de reais em Brasília além de inúmeras falcatruas que ocupariam um Jornal nacional de 24 horas ininterruptas, a Polícia Federal vem descobrindo com os elos entre o filho preferido do presidiário com as lavagens de dinheiro do PCC e do CV em operações como a Carbono Oculto segundo vem noticiando a imprensa alternativa livre.
Flávio em declínio bateu às portas da Faria Lima, se ajoelhou e prometeu entregar na bacia das almas toda a Petrobras, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste, a Caixa Econômica Federal, os Correios, a EMBRAER, o SUS e tudo que os agiotas do mercado financeiro quiserem do patrimônio público, desde que ele seja eleito presidente do Brasil e sua família não tenha que prestar contas dos atos criminosos de lesa pátria.
No momento um Iceberg proporcional ao que destruiu o Titanic aparece no radar do ainda presidenciável do PL com o nome de Dark Horse, também apelidado de cavalo escuro, candidato surpresa e azarão que surpreende e, para não darem azar, serão descartados os dois últimos, ficando apenas o animal de quatro patas de futuro escuro e nebuloso deixando-o surpreso ao saber que a cineasta Dandara Ferreira está para lançar o filme “Anatomia do Caos” sobre a irresponsabilidade de Jair Bolsonaro na pandemia da COVID-19, sem destaque na mídia patronal, mas, que vai abalar o que resta de estrutura física e mental da cambaleante candidatura do Fascismo que tende a sumir num vendaval de mentiras que ele espalha como sua marca registrada.
Em verdade a crise do filme mostra as características de uma grande lavanderia e fica difícil de entender como uma gente tão soberba, de posse de 134 milhões de reais para produzir um filme, consiga a façanha de não chegar a materializar uma fita, pelo menos igual ao “Polícia federal a lei é para todos”, que custou 22 milhões em dinheiro lavado, para promover a quadrilha da lava jato e nem a Globo teve coragem de exibir.
No momento a ética exige que a “Vênus Platinada” terá que exibir o bolo que está no forno do STF e falta pouco para ser servido como coroamento da maior vitória da justiça contra a maior quadrilha financeira que já surgiu no Brasil, internacionalizada com o acionamento do FBI para prender Eduardo Bolsonaro nos EUA e a PF prender Flávio aqui, com característica de final de copa do mundo, apagando a mentira da hora que eles espalham de que o Banco Master financiou o filme “Lula o filho do Brasil”, 10 anos antes de ser criado por Daniel Vorcaro.
* Rômulo Rodrigues, sindicalista aposentado, é militante político


